André Mendonça libera transferência do ex-presidente do BRB para a Papudinha em meio a negociações de delação
Ex-dirigente do BRB quer colaborar com a PF e busca benefícios antes de eventual acordo de Daniel Vorcaro.
- Foto: Divulgação
Resumo
Ministro André Mendonça autorizou a transferência do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, para a Papudinha, unidade administrada pela PMDF. A medida ocorre enquanto a defesa do executivo tenta avançar em um possível acordo de delação premiada no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga suposto esquema de corrupção envolvendo o Banco Master.
Notícias do Brasil – O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, autorizou nesta sexta-feira (8) a transferência do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, para a Papudinha, unidade prisional administrada pela Polícia Militar do Distrito Federal.
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Até então, o ex-dirigente estava detido no Complexo Penitenciário da Papuda. A decisão ocorre em meio às movimentações da defesa para viabilizar um possível acordo de colaboração premiada relacionado às investigações do caso Banco Master.
Defesa busca avanço em negociação de delação
Os advogados Eugênio Aragão e Davi Tangerino encaminharam ao STF uma manifestação informando que Paulo Henrique demonstrou interesse em colaborar com as autoridades responsáveis pelo inquérito conduzido pela Polícia Federal.
Segundo a defesa, a intenção é permitir que o ex-presidente do BRB possa exercer plenamente o direito de defesa e negociar uma possível delação em condições de maior confidencialidade.
Apesar da autorização para a transferência à Papudinha, os advogados ainda tentam levá-lo para a Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde está preso o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
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Investigação envolve suposta propina milionária
Paulo Henrique Costa foi preso durante a quarta fase da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de irregularidades envolvendo negociações entre o BRB e o Banco Master.
De acordo com a Polícia Federal, o ex-presidente do banco é suspeito de receber cerca de R$ 146 milhões em propina para favorecer interesses do Banco Master em operações financeiras com o BRB.
As apurações incluem possíveis crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, além de acusações de corrupção, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta e organização criminosa.
Corrida por benefícios na colaboração
Nos bastidores da investigação, Paulo Henrique tenta acelerar as negociações da delação antes que Daniel Vorcaro formalize eventual acordo de colaboração.
A estratégia seria apresentar informações inéditas aos investigadores e indicar possíveis envolvidos acima dele na suposta estrutura investigada, buscando melhores condições e benefícios judiciais.
O inquérito do caso Master segue sob relatoria do ministro André Mendonça no Supremo Tribunal Federal. Paralelamente, a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República analisam novos elementos entregues por investigados e avaliam a abertura de novas frentes investigativas.
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