Veja o que o Ministério da Saúde disse sobre risco do surto de hantavírus ao Brasil
Casos monitorados em navio na América do Sul levaram autoridades brasileiras a acompanhar o cenário internacional de perto.
- Foto: Reprodução/ChatGPT
Resumo
Ministério da Saúde afirma que risco de disseminação do hantavírus segue baixo no Brasil. País não registra circulação da variante Andes, ligada a casos monitorados em navio internacional.
Notícias do Brasil – O Ministério da Saúde informou que o risco global de disseminação do hantavírus permanece baixo e que não há impacto direto para o Brasil no momento. O posicionamento ocorre após a repercussão de casos confirmados e suspeitos envolvendo passageiros de um navio que circulou pela América do Sul.
Segundo a pasta, o episódio monitorado internacionalmente envolve a variante Andes do hantavírus, identificada em casos raros de transmissão entre pessoas registrados principalmente na Argentina e no Chile. Até o momento, esse genótipo não foi detectado em território brasileiro.
Brasil não registra transmissão entre pessoas
De acordo com o Ministério da Saúde, os casos registrados no Brasil apresentam características diferentes da situação internacional atualmente acompanhada pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
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No país, a transmissão da hantavirose ocorre principalmente por contato indireto com secreções de roedores silvestres infectados, especialmente pela inalação de partículas presentes em urina, saliva e fezes contaminadas.
Até agora, não há evidência de transmissão interpessoal no Brasil.
As autoridades sanitárias informaram ainda que nove genótipos de Orthohantavírus já foram identificados em roedores silvestres brasileiros, mas nenhum deles está associado ao padrão de transmissão entre humanos observado na variante Andes.
Casos no Paraná não têm relação com surto internacional
O Ministério da Saúde também esclareceu que os dois casos confirmados recentemente no estado do Paraná não possuem qualquer ligação com os episódios monitorados em passageiros do navio internacional.
Segundo os dados oficiais, o Brasil registrou 35 casos da doença em 2025. Em 2026, até o momento, foram confirmados sete casos em diferentes regiões do país.
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As autoridades destacam que o cenário epidemiológico segue sob controle.
O que é a hantavirose?
A hantavirose é uma zoonose viral aguda causada por vírus do grupo Orthohantavírus. No Brasil, a doença costuma se manifestar principalmente na forma da Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), condição grave que pode afetar pulmões e coração.
Os sintomas iniciais geralmente incluem:
- febre;
- dores musculares;
- cansaço intenso;
- dor de cabeça;
- náuseas.
Nos casos mais graves, a infecção pode evoluir rapidamente para insuficiência respiratória.
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Especialistas alertam que ambientes contaminados por roedores silvestres representam o principal risco de infecção.
Navio em monitoramento acendeu alerta internacional
Embora o risco seja considerado baixo, o episódio envolvendo passageiros do navio gerou atenção internacional devido ao ambiente fechado e à circulação intensa de pessoas em cruzeiros marítimos.
Especialistas explicam que a variante Andes possui capacidade limitada de transmissão entre pessoas, geralmente em contatos próximos e prolongados.
Mesmo assim, autoridades sanitárias internacionais adotaram protocolos de isolamento, rastreamento e monitoramento dos passageiros para reduzir qualquer possibilidade de disseminação.
Até agora, não há recomendação de alerta sanitário específico para o Brasil.
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Brasil mantém vigilância epidemiológica
A hantavirose é uma doença de notificação compulsória no Brasil há mais de 20 anos. Isso permite acompanhamento constante dos casos humanos e monitoramento dos vírus circulantes em diferentes regiões do país.
Desde a identificação da doença em território nacional, em 1993, até dezembro de 2025, foram registrados 2.412 casos e 926 mortes.
Apesar dos números históricos, os dados mais recentes indicam tendência de redução da doença no país. Em 2025, o Brasil teve o menor número de casos dos últimos anos.
O Ministério da Saúde afirma que segue realizando ações de vigilância epidemiológica, controle ambiental e orientação preventiva à população.
Como prevenir a hantavirose
As principais medidas de prevenção incluem:
- evitar contato com fezes e urina de roedores;
- manter ambientes limpos e ventilados;
- armazenar alimentos corretamente;
- utilizar equipamentos de proteção ao limpar áreas fechadas ou abandonadas;
- controlar a presença de ratos em áreas rurais e urbanas.
Autoridades reforçam que qualquer sintoma após exposição a ambientes com infestação de roedores deve ser comunicado imediatamente aos serviços de saúde.
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Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
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