Bolsonarista viraliza ao publicar vídeo mamando garrafa de detergente Ypê e provocar petistas
Vídeo mostra homem bebendo detergente Ypê e provocando petistas em meio à polêmica envolvendo a Anvisa e a marca.
- (Foto: Reprodução )
Resumo
Um vídeo de um apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro bebendo detergente da marca Ypê viralizou nas redes sociais após a Anvisa suspender parte da produção da empresa. O caso gerou memes, reações políticas e acusações de perseguição contra a empresa por conta do apoio dos donos da marca à campanha de Bolsonaro em 2022.
Notícias do Brasil – Um vídeo que mostra um homem bebendo detergente da marca Ypê dentro de um carro viralizou nas redes sociais neste fim de semana em meio à repercussão da decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de suspender parte da produção e determinar o recolhimento de determinados lotes da empresa.
Nas imagens compartilhadas em plataformas digitais, o homem aparece ingerindo um liquido branco em uma embalagem de produto de limpeza e, em seguida, mostra o dedo do meio para a câmera enquanto direciona ofensas políticas a apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Aqui pra você, petista”, disse.
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A gravação rapidamente ganhou repercussão e passou a circular entre perfis ligados a esquerda e páginas de humor político, gerando milhares de comentários, memes e críticas nas redes sociais.
Caso virou meme nas redes sociais
Após a divulgação do vídeo, internautas passaram a fazer piadas e comentários irônicos sobre a cena. Muitas das publicações continham insinuações de teor sexual relacionadas à aparência do detergente dentro da embalagem, relacionando a sêmen.
“Foram necessários quantos homens pra encher a garrafa pra ele beber? Deve ter demorado“, disse um internauta. “Falaram tanto em mamadeira de piroca que agora estão mamando Ypê”, disse outro.
Além do vídeo do homem bebendo detergente, outros conteúdos também viralizaram mostrando consumidores tomando banho com detergentes da marca.
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A marca passou a ser defendida por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que acusam, sem apresentar provas, o governo federal de utilizar a Anvisa para perseguir empresas ligadas à direita.
Suspensão da Ypê gerou reação política
A crise envolvendo a Ypê começou após a Anvisa anunciar a suspensão parcial da fabricação de produtos produzidos na unidade da empresa localizada em Amparo, no interior de São Paulo.
Segundo a agência, a decisão foi tomada após inspeções identificarem falhas em processos de fabricação e controle de qualidade.
A Anvisa informou que as irregularidades poderiam comprometer as boas práticas sanitárias e gerar riscos de contaminação microbiológica em determinados produtos.
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A medida atinge linhas de lava-roupas líquidos, lava-louças líquidos e desinfetantes identificados com lote final 1.
Apesar do posicionamento técnico da agência, apoiadores bolsonaristas passaram a relacionar a decisão ao fato de empresários ligados à Ypê terem apoiado financeiramente a campanha presidencial de Jair Bolsonaro nas eleições de 2022.
Narrativa de perseguição domina publicações
Nas redes sociais, usuários passaram a compartilhar mensagens afirmando que a empresa estaria sendo alvo de perseguição política por parte do governo federal.
Publicações com frases como “Somos todos Ypê” e campanhas incentivando a compra dos produtos da marca ganharam força em grupos conservadores e páginas de apoio ao ex-presidente.
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A mobilização também contou com manifestações públicas de figuras políticas da direita, incluindo parlamentares e aliados de Bolsonaro.
Especialistas, no entanto, alertam que consumir produtos de limpeza representa risco grave à saúde e pode causar intoxicações, queimaduras e complicações médicas.
Empresa apresentou recurso
A Ypê informou que mantém suspensas as linhas de produção afetadas desde o último dia 7 de maio e afirmou que está colaborando com as autoridades sanitárias.
A empresa também apresentou recurso administrativo contra a decisão da Anvisa, que deverá ser analisado pela diretoria colegiada da agência nos próximos dias.
Até o momento, a Anvisa sustenta que a suspensão foi baseada exclusivamente em critérios técnicos e sanitários relacionados à segurança do consumidor.
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