“Eles não vão sair de bom grado”, diz advogado durante operação com PMs presos em Manaus
Defesa afirma que custodiados resistem à remoção por falta de documentos oficiais e temor de serem levados para presídios comuns

FOTO: Reprodução
Resumo:
“Eles estão se recusando a sair”, afirmou o advogado Henrique Vasconcelos sobre a transferência de 70 policiais militares custodiados em Manaus. Segundo a defesa, os presos temem ser levados para unidades do sistema prisional comum.
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Notícias de Polícia – O advogado Henrique Vasconcelos afirmou, nesta terça-feira (12), que policiais militares custodiados no antigo núcleo prisional da PM, no bairro Monte das Oliveiras, zona norte de Manaus, estão resistindo à transferência para uma nova unidade prisional. Segundo ele, os presos não receberam documentação oficial explicando os motivos da remoção.
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Defesa critica falta de informações
Durante entrevista no local da operação “Sentinela Maior”, o advogado declarou que os policiais não aceitariam deixar a unidade sem esclarecimentos formais sobre o destino da transferência.
“Eles estão se recusando a sair, por conta que não foi apresentado nenhum tipo de documento que informe o real motivo de eles estarem saindo daqui”, afirmou Henrique Vasconcelos.
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Segundo a defesa, os custodiados temem ser encaminhados para presídios comuns, o que, na avaliação do advogado, colocaria a integridade física deles em risco.
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Advogado diz que transferência pode colocar vidas em risco
Henrique Vasconcelos também afirmou que a presença de policiais militares em unidades do sistema prisional comum pode gerar situações perigosas, principalmente por envolver agentes que já atuaram em prisões e operações contra criminosos.
“Levar essas pessoas para um presídio comum seria colocar a vida delas em risco”, declarou.
Ele informou ainda que buscaria contato com a Vara de Execuções Penais (VEP) para tentar suspender ou revisar a transferência.
Operação mobilizou familiares e causou tensão
A operação é coordenada pelo Ministério Público do Amazonas, Polícia Militar e Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) e prevê a transferência de 70 custodiados para uma nova unidade prisional militar.
A movimentação gerou tensão na frente da unidade, com familiares protestando e cobrando informações sobre os presos. Vídeos registrados no local mostram momentos de confusão e resistência durante a ação.
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