Resumo
Vereadores do PL na Câmara Municipal de Manaus criticaram a transferência de policiais militares presos para a nova unidade prisional anexa ao Compaj, na BR-174. Parlamentares alegam que os agentes têm direito legal a tratamento diferenciado, enquanto dados do MPAM mostram que parte dos PMs responde por crimes graves, como homicídio, estupro, tráfico e extorsão.
Notícias de Política – Parlamentares do Partido Liberal (PL) na Câmara Municipal de Manaus reagiram contra a transferência de policiais militares presos da carceragem da PM para a nova unidade prisional localizada na BR-174, nas proximidades do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj).
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Os vereadores Coronel Rosses e Capitão Carpê afirmaram que os agentes deveriam permanecer em unidades especiais e não junto ao sistema prisional comum. A manifestação ocorreu após a transferência de 71 PMs presos, realizada nessa terça-feira (12).
Parlamentares alegam direito a prisão especial
Em vídeo divulgado nas redes sociais, o vereador Coronel Rosses afirmou que a transferência representa uma “arbitrariedade” e citou o Código de Processo Penal para defender tratamento diferenciado aos policiais militares presos.
“Transferir nossos PMs para o complexo Anísio Jobim não é apenas um erro, é uma arbitrariedade. O Código de Processo Penal é explícito: militares e policiais têm o direito garantido por lei de serem recolhidos a quartéis ou prisão especial”, declarou.
Capitão Carpê defende tratamento diferenciado
O vereador Capitão Carpê também se posicionou contra a medida e afirmou que os policiais militares presos devem receber tratamento distinto dos demais detentos do sistema penitenciário.
“São pessoas que precisam ser tratadas de uma forma diferente”, disse o parlamentar ao comentar a transferência dos agentes.
Dados do MPAM mostram perfil dos policiais presos
Levantamento divulgado pelo Ministério Público do Amazonas (MPAM) aponta que 83 policiais militares estavam presos na carceragem da Polícia Militar do Amazonas, em Manaus. Deste total, 71 foram transferidos para a nova estrutura prisional anexa ao Compaj.
Segundo os dados, a maioria dos PMs responde por crimes de homicídio. Ao todo, são 28 policiais presos por esse tipo de crime, o equivalente a 33,73% do total.
O levantamento também mostra que:
- 14 PMs respondem por crimes sexuais, incluindo estupro e estupro de vulnerável;
- 13 são investigados por roubo, extorsão e sequestro;
- 11 respondem por outros crimes militares;
- seis são acusados de abandono de posto;
- quatro respondem por tráfico de drogas e associação para o tráfico;
- quatro estão presos por porte ou posse irregular de arma de fogo;
- outros três respondem por delitos diversos, como tortura e crimes econômicos.
Além disso, 11 policiais permaneceram vinculados aos regimes aberto e semiaberto.