Contraventor Carlinhos Cachoeira é preso pela PF no Aeroporto de Congonhas
Contraventor conhecido nacionalmente por escândalos envolvendo jogos ilegais e corrupção foi detido no Aeroporto.
- Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil
Resumo
O empresário Carlos Augusto de Almeida Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira, foi preso pela Polícia Federal no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. A prisão preventiva foi decretada pela Justiça de Goiás em investigação por calúnia, difamação e injúria.
Notícias do Brasil – O empresário Carlos Augusto de Almeida Ramos, conhecido nacionalmente como Carlinhos Cachoeira, foi preso nesta quarta-feira (13) pela Polícia Federal no Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo.
A prisão ocorreu enquanto o empresário fazia escala em um voo. Após ser abordado pelos agentes federais, ele foi encaminhado ao 27º Distrito Policial de São Paulo, no bairro Campo Belo.
O mandado de prisão preventiva foi expedido pela 8ª Vara Criminal de Goiânia, em Goiás.
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Investigação envolve crimes contra honra
Segundo informações da Justiça, Cachoeira é investigado por crimes de calúnia, difamação e injúria.
A ordem judicial foi assinada pelo juiz Luciano Borges da Silva, da Tribunal de Justiça de Goiás.
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Até o momento, detalhes sobre os fatos específicos que motivaram a prisão preventiva não foram divulgados oficialmente pelas autoridades.
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A nova detenção reacende a repercussão em torno de um dos nomes mais conhecidos dos escândalos políticos e policiais do Brasil nas últimas décadas.
Quem é Carlinhos Cachoeira
Carlinhos Cachoeira ganhou notoriedade nacional por sua ligação com esquemas de jogos ilegais e por investigações envolvendo corrupção e influência política.
O empresário ficou no centro da Operação Monte Carlo, deflagrada pela Polícia Federal em 2012.
Na época, as investigações apontaram a existência de uma organização criminosa voltada à exploração de caça-níqueis e jogos ilegais em diversos estados do país.
As apurações também indicaram supostas relações entre Cachoeira, políticos, empresários e agentes públicos.
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Escândalos políticos deram projeção nacional ao caso
O nome de Cachoeira ganhou ainda mais repercussão após interceptações telefônicas revelarem conversas frequentes com o então senador Demóstenes Torres.
As investigações também citaram empresários e autoridades públicas, além de atingirem a construtora Delta, envolvida em contratos públicos.
A dimensão política do caso levou à criação da CPMI do Cachoeira no Congresso Nacional.
Antes disso, Cachoeira já havia aparecido em outro episódio de grande repercussão política em 2004, no caso envolvendo Waldomiro Diniz.
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Na ocasião, um vídeo mostrou o então assessor tratando de supostos esquemas ligados a propina e jogos ilegais.
Prisões e condenações anteriores
Preso durante a Operação Monte Carlo, Cachoeira foi condenado em processos relacionados a corrupção, formação de quadrilha e exploração ilegal de jogos de azar.
As penas aplicadas ao empresário ultrapassaram 39 anos de prisão.
Mesmo assim, parte dos processos foi respondida em liberdade após decisões judiciais e recursos apresentados pela defesa ao longo dos anos.
A nova prisão volta a colocar o nome do contraventor em destaque nacional, principalmente por causa do histórico de investigações envolvendo política, corrupção e jogos clandestinos no Brasil.
Até o momento, a defesa de Carlinhos Cachoeira não havia se pronunciado publicamente sobre a prisão realizada em São Paulo.
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