Governo Tarcísio liberou espaços públicos para filme sobre Bolsonaro financiado por Vocaro
Uma das principais cenas do longa — a recriação do atentado sofrido por Bolsonaro — foi gravada no Museu das Favelas.
- Foto: Reprodução
Resumo
O filme Dark Horse, que retrata a trajetória política de Jair Bolsonaro, utilizou espaços públicos administrados pelo Governo de São Paulo para gravações e teve cenas realizadas em equipamentos culturais estaduais. A produção, que teria recebido cerca de R$ 61 milhões ligados ao empresário Daniel Vorcaro, também enfrentou resistência da administração do Pateo do Collegio, que negou autorização para filmagens no local histórico.
Notícias do Brasil – A produção do filme Dark Horse, longa inspirado na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, utilizou espaços administrados pelo Governo de São Paulo para a gravação de cenas do projeto cinematográfico. Segundo reportagem, o filme teria recebido cerca de R$ 61 milhões ligados ao empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
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As gravações aconteceram em locais como o Museu das Favelas e o Memorial da América Latina, ambos vinculados ao governo paulista comandado por Tarcísio de Freitas.
Museu das Favelas recebeu cena da facada
Uma das principais cenas do longa — a recriação do atentado sofrido por Bolsonaro durante a campanha presidencial de 2018 — foi gravada no Museu das Favelas, no centro de São Paulo.
De acordo com documentos citados na reportagem, a locação ocorreu nos dias 3 e 4 de dezembro de 2025 e custou cerca de R$ 57 mil. O espaço serviu de cenário para a sequência em que o ator Jim Caviezel interpreta Bolsonaro sendo carregado por apoiadores após o ataque.
Funcionários do museu teriam criticado internamente a autorização, alegando incompatibilidade entre a proposta do espaço cultural e a figura política retratada no filme.
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Memorial da América Latina também foi alugado
Outro espaço utilizado pela produção foi o Memorial da América Latina. As gravações ocorreram entre os dias 19 e 22 de novembro e envolveram áreas como o Auditório Simón Bolívar, Praça da Sombra e outros setores do complexo cultural.
Segundo os documentos, a produtora Go Up Entertainment desembolsou aproximadamente R$ 125,9 mil pela utilização do local.
Em nota, a Secretaria da Cultura de São Paulo afirmou que a locação de espaços públicos para produções audiovisuais segue critérios técnicos e regras previstas nos contratos de gestão dos equipamentos culturais.
Igreja recusou gravações no Pateo do Collegio
Antes de definir o Museu das Favelas como cenário da cena da facada, a equipe de Dark Horse tentou autorização para filmar no Pateo do Collegio, espaço histórico administrado por jesuítas.
A administração do local negou o pedido e criticou a forma como a solicitação foi conduzida. Em mensagens reveladas pela reportagem, representantes afirmaram que não foram consultados com antecedência suficiente e classificaram a situação como desrespeitosa.
Após a negativa, a produção desistiu de utilizar o espaço e transferiu a gravação para outro local.
O longa é dirigido por Cyrus Nowrasteh e tem roteiro assinado por Mario Frias, aliado político de Bolsonaro. A produção promete mostrar bastidores da ascensão política do ex-presidente e alcançar público internacional. O ator Jim Caviezel, conhecido pelo filme A Paixão de Cristo, interpreta Bolsonaro na obra.
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