Pedido de vista suspende análise de processo envolvendo Bi Garcia e Amazon Best
Representação do Ministério Público de Contas investiga contratos entre Prefeitura de Parintins e empresa ligada à família Garcia.
- Arte: Luiza Araújo/Portal AM POST
Resumo
O Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM) adiou o julgamento de uma representação que investiga possíveis irregularidades envolvendo o ex-prefeito de Parintins, Bi Garcia, e a empresa Amazon Best Turismo e Eventos Ltda., pertencente ao irmão dele, Valdo Garcia. O caso envolve suspeitas relacionadas à exploração comercial do Festival de Parintins.
Notícias do Amazonas – O Tribunal de Contas do Estado do Amazonas decidiu adiar o julgamento da representação que investiga possíveis irregularidades envolvendo o ex-prefeito de Parintins, Bi Garcia, e a empresa Amazon Best Turismo e Eventos Ltda.
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A empresa pertence ao empresário Francivaldo da Cunha Garcia, conhecido como “Valdo Garcia”, irmão do ex-gestor do município localizado a 396 quilômetros de Manaus.
Pedido de vista suspendeu análise do caso
O processo estava previsto para ser analisado durante a 15ª Sessão Ordinária do Tribunal Pleno, marcada para o dia 19 de maio de 2026, sob presidência da conselheira Yara Amazônia Lins Rodrigues.
No entanto, a análise foi interrompida após pedido de vista apresentado pelo procurador João Barroso de Souza, integrante do Ministério Público de Contas do Amazonas.
Com isso, o julgamento foi retirado da pauta até que o parecer técnico atualizado seja devolvido ao colegiado. O relator do processo é o conselheiro Érico Xavier Desterro e Silva.
Representação apura contratos e exploração comercial
A investigação teve origem na Representação nº 88/2019-MP/FCVM, protocolada pelo próprio Ministério Público de Contas.
O procedimento questiona contratos e relações comerciais firmadas entre a Prefeitura de Parintins e a Amazon Best, especialmente no contexto da estrutura e exploração econômica do Festival Folclórico de Parintins.
Entre os pontos investigados estão suspeitas de favorecimento, ausência de licitação pública e possível direcionamento de contratos relacionados ao evento cultural.
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Festival movimenta cifras milionárias
Segundo os órgãos de controle, os contratos ligados ao festival envolvem valores milionários e passaram a ser alvo de questionamentos devido à relação familiar entre integrantes da antiga gestão municipal e os responsáveis pela empresa.
Além de Valdo Garcia, também aparecem no processo como sócias e interessadas Geyna Brelaz da Silva e Isabela Brelaz Silva Garcia, familiares do ex-prefeito.
Amazon Best consolidou atuação durante gestões de Bi Garcia
Bi Garcia comandou a Prefeitura de Parintins em quatro mandatos, governando entre 2005 e 2012 e depois de 2017 a 2024.
De acordo com o processo, foi durante esses períodos que a Amazon Best ampliou sua atuação na comercialização de ingressos, passagens e serviços ligados ao Festival de Parintins, concentrando operações consideradas estratégicas para o evento.
As atividades movimentaram dezenas de milhões de reais em receitas relacionadas direta e indiretamente à realização do festival.
Órgãos investigam possível uso indevido de recursos
Embora decisões recentes da Justiça comum tenham reconhecido que a venda de ingressos administrada pela Amazon Best seria uma relação privada com os bois-bumbás Festival Folclórico de Parintins, o TCE-AM e o Ministério Público de Contas continuam investigando os atos administrativos da prefeitura.
A representação também envolve a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Amazonas e o Ministério Público do Estado do Amazonas.
Os órgãos apuram se houve eventual renúncia de receita pública, utilização inadequada de patrocínios estatais ou direcionamento de infraestrutura pública em benefício do grupo familiar investigado.
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