“Saio de cabeça erguida. Eu sou inocente”, diz Anabela Freitas após deixar prisão em Manaus por decisão do STJ
Ministro Ribeiro Dantas substituiu prisão preventiva por medidas cautelares após entender que não há elementos suficientes para manter investigadora presa.
- Foto: reprodução
Resumo
A investigadora da Polícia Civil do Amazonas, Anabela Cardoso Freitas, deixou a prisão nesta sexta-feira (15) após decisão do STJ. O ministro Ribeiro Dantas entendeu que não havia justificativa suficiente para manter a prisão preventiva, já que a investigação foi concluída e o Ministério Público não apresentou denúncia formal contra ela.
Notícias de Manaus – A investigadora da Polícia Civil do Amazonas, Anabela Cardoso Freitas, deixou a prisão na manhã desta sexta-feira (15) após decisão do ministro Ribeiro Dantas, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que determinou a substituição da prisão preventiva por medidas cautelares.
Anabela havia sido presa em fevereiro deste ano durante a Operação Erga Omnes, investigação que apura a existência de um suposto núcleo político ligado ao crime organizado no Amazonas.
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Na decisão, o ministro considerou que não existem elementos concretos suficientes para justificar a manutenção da prisão. Ribeiro Dantas destacou que a investigação já foi encerrada e que o próprio Ministério Público do Amazonas não incluiu Anabela na denúncia apresentada contra parte dos investigados.
STJ afastou necessidade de prisão preventiva
Segundo o entendimento do ministro, o relatório final da investigação retirou de Anabela as acusações relacionadas aos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico, inicialmente atribuídas a ela durante as primeiras fases da operação.
O magistrado ressaltou ainda que não foram apontados indícios de atuação violenta, liderança operacional dentro do grupo investigado ou risco atual de interferência na produção de provas.
Na decisão, Ribeiro Dantas também mencionou que o Ministério Público reconheceu que as investigações ainda não estavam maduras para o oferecimento de denúncia formal contra a investigadora.
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Diante disso, o STJ considerou mais adequada a adoção de medidas cautelares alternativas à prisão.
Medidas cautelares foram impostas
Com a decisão judicial, Anabela deverá cumprir uma série de restrições determinadas pela Justiça.
Entre as medidas impostas estão o comparecimento periódico em juízo, proibição de frequentar determinados locais e impedimento de manter contato com pessoas específicas ligadas ao processo.
Leia mais: STJ concede liberdade a Anabela Freitas após MPAM apontar falta de provas
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O ministro ainda advertiu que o descumprimento das medidas poderá resultar em nova avaliação da necessidade de prisão preventiva.
“Saio de cabeça erguida”, diz Anabela
Após deixar a prisão, Anabela falou rapidamente com a imprensa e afirmou ser inocente.
“Saio de cabeça erguida. Eu sou inocente”, declarou.
A investigadora é ex-assessora do ex-prefeito de Manaus David Almeida, que desde o início da operação vinha defendendo publicamente a inocência dela.
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Aliados do prefeito afirmam que a prisão teve motivação política e teria sido utilizada para desgastar a imagem do grupo político ligado a David Almeida.
Trajetória na segurança pública e política
Anabela Cardoso Freitas atua desde 2011 como investigadora da Polícia Civil do Amazonas. Ela é formada em Direito e possui pós-graduação em Segurança Pública e Inteligência Policial.
Ao longo da carreira, também trabalhou na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas, onde passou pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação.
Além disso, ocupou o cargo de chefe de gabinete durante o primeiro mandato de David Almeida na prefeitura de Manaus.
A Operação Erga Omnes segue em andamento e investiga possíveis conexões entre agentes públicos e organizações criminosas no Amazonas.
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