Influenciador que atacou a ZFM grava “pedido de desculpas” irônico e debochado após notificação do MP-AM
Vídeo mantém ataques à Zona Franca de Manaus, cita políticos e ironiza a população amazonense com oferta de “kit de espelhos” na internet.

FOTO: Reprodução/Redes Sociais
Resumo
O influenciador Gabriel Silva publicou um vídeo com tom irônico após ser notificado pelo Ministério Público do Amazonas por ataques contra a Zona Franca de Manaus e comentários considerados xenofóbicos contra amazonenses.
Caiu na rede, é post! – O influenciador digital Gabriel Silva voltou a gerar revolta nas redes sociais após divulgar um vídeo de “pedido de desculpas” marcado por ironias e novas críticas à Zona Franca de Manaus (ZFM). A gravação foi publicada depois que o criador de conteúdo recebeu uma notificação oficial do Ministério Público do Amazonas (MP-AM) em razão de declarações anteriores consideradas ofensivas contra trabalhadores amazonenses e contra o modelo econômico da região.
No início do vídeo, Gabriel afirma que foi orientado a gravar um pronunciamento para tentar resolver a situação “da melhor forma possível” e evitar consequências jurídicas mais graves. Apesar de iniciar a fala reconhecendo que “se passou” na maneira como se referiu aos amazonenses, o influenciador rapidamente retomou o tom provocativo.
Durante o pronunciamento, ele insistiu em críticas à Zona Franca de Manaus e repetiu alegações de que o modelo econômico prejudicaria o restante do Brasil ao encarecer produtos industrializados e eletroeletrônicos.
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“Me instruíram a fazer esse vídeo para tentar resolver da melhor forma com vocês. Eu acho que não foi legar vim com essas verdades à tona, destacando que a Zona Franca de Manaus fod* o Brasil inteiro e todo mundo tem que pagar mais caro pelo produto, mas enfim“, disse.
O influenciador também direciona o deboche à classe política do Amazonas.
“Desculpa mesmo ter exposto esse problema os políticos ficaram muito chateados tenho certeza que eles ganham muito dinheiro com isso“, completou.
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Fala irônica aumentou repercussão negativa
A tentativa de retratação acabou ampliando ainda mais a repercussão negativa nas redes sociais. Em diversos trechos, Gabriel Silva utilizou ironia ao mencionar políticos, trabalhadores da região Norte e a própria economia amazonense.
Em uma das declarações mais criticadas, o influenciador afirmou que “não foi legal trazer essas verdades à tona”, em referência às críticas feitas anteriormente à Zona Franca. Na sequência, insinuou que políticos estariam incomodados porque “ganham muito dinheiro com isso”.
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O criador de conteúdo também utilizou dados sociais de Manaus de forma pejorativa, afirmando que a capital amazonense seria uma das cidades “mais favelizadas” do país e sugerindo que parte da população permaneceria em situação de pobreza mesmo com a existência do polo industrial.
As falas provocaram indignação entre internautas, empresários e representantes do setor produtivo do Amazonas, que classificaram o conteúdo como preconceituoso e desinformativo.
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Referência a indígenas gerou acusações de preconceito
O trecho que mais gerou revolta aconteceu no encerramento do vídeo. Gabriel Silva afirmou que deixaria disponível um “kit completo de espelhos” como suposto “presente de desculpas” aos amazonenses.
A declaração foi interpretada como referência ao período da colonização portuguesa e ao escambo realizado com povos indígenas no século XVI, prática historicamente associada à exploração e à manipulação de populações originárias.
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Internautas acusaram o influenciador de reproduzir estereótipos preconceituosos contra moradores da região Norte e banalizar questões históricas envolvendo povos indígenas.
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O vídeo rapidamente viralizou e passou a receber críticas de usuários de diferentes estados brasileiros, especialmente da Amazônia.
Zona Franca voltou ao centro do debate nacional
A polêmica reacendeu debates sobre a importância econômica da Zona Franca de Manaus para o Brasil. Criada em 1967, a ZFM é considerada um dos principais modelos de desenvolvimento regional do país e concentra milhares de empregos diretos e indiretos no Amazonas.
Representantes da indústria amazonense afirmam que o modelo ajuda a preservar a floresta amazônica ao estimular atividades industriais regulamentadas e reduzir pressões econômicas ligadas ao desmatamento ilegal.
Nos últimos dias, entidades empresariais e autoridades públicas passaram a defender publicamente a Zona Franca após a repercussão das declarações do influenciador.
O caso segue repercutindo nas redes sociais e pode ter novos desdobramentos jurídicos envolvendo as falas de Gabriel Silva.
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