Operação Compliance Zero completa seis meses com bilhões bloqueados e dezenas de presos
Investigação envolve suspeitas de fraude financeira, corrupção e lavagem de dinheiro.
- Foto: Reprodução
Resumo
Notícias do Brasil – A Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, completou seis meses nesta segunda-feira (18) com investigações que já resultaram em bloqueios de R$ 27,7 bilhões, dezenas de prisões e apurações sobre um suposto esquema bilionário ligado ao Banco Master. O caso envolve empresários, políticos, servidores públicos, policiais federais e integrantes do sistema financeiro.
Leia mais: André Mendonça transforma em preventiva prisão de primo de Daniel Vorcaro em investigação do Banco Master
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A Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal (PF), completou seis meses nesta segunda-feira (18) acumulando uma série de prisões, buscas e bloqueios bilionários. Segundo as investigações, o suposto esquema ligado ao Banco Master pode representar uma das maiores fraudes já apuradas contra o Sistema Financeiro Nacional.
Até o momento, a Justiça autorizou o bloqueio e sequestro de aproximadamente R$ 27,7 bilhões em bens e valores dos investigados. As ações ocorreram em sete estados e no Distrito Federal.
O principal alvo da operação é o empresário Daniel Vorcaro, apontado pela PF como líder do suposto esquema.
PF investiga relações com políticos e servidores públicos
As investigações também revelaram conexões entre integrantes do grupo investigado, políticos, policiais e servidores públicos de alto escalão. Entre os nomes citados está o senador Ciro Nogueira, alvo da quinta fase da operação. Segundo a PF, ele teria atuado politicamente em favor de interesses ligados ao Banco Master. A investigação também alcançou ex-dirigentes do Banco Central, integrantes da Polícia Federal e executivos do sistema financeiro.
Prisões, buscas e suspeitas de lavagem de dinheiro
Desde novembro de 2025, a operação já executou 116 mandados de busca e apreensão e decretou 21 prisões temporárias e preventivas.
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Na primeira fase, além de Daniel Vorcaro, também foram presos executivos ligados ao Banco Master. A PF investiga suposta fabricação de carteiras de crédito sem lastro financeiro.
Já na terceira etapa da operação, a corporação afirmou ter identificado a existência de uma espécie de grupo de intimidação conhecido como “A Turma”, supostamente utilizado para pressionar desafetos do banqueiro.
Caso envolve filme sobre Jair Bolsonaro
Nos últimos dias, o nome do senador Flávio Bolsonaro também passou a integrar o debate em torno da operação após o vazamento de áudios divulgados pelo site The Intercept Brasil. Nas gravações, o parlamentar solicita recursos ao banqueiro para financiar o filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O senador confirmou a autenticidade das conversas, mas negou qualquer irregularidade e afirmou que os valores foram usados exclusivamente na produção do longa. Segundo reportagens, o projeto teria previsão de investimento superior a R$ 130 milhões.
Polícia Federal também apura núcleo tecnológico e milícia particular
Na sexta fase da Compliance Zero, realizada em maio, a PF prendeu integrantes apontados como responsáveis por um núcleo tecnológico ligado ao grupo investigado.
O empresário Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, também foi preso preventivamente. Segundo os investigadores, ele teria participação no gerenciamento do grupo conhecido como “A Turma”. A operação ainda resultou na prisão de policiais federais suspeitos de repassar informações sigilosas aos investigados.
Caso segue sob supervisão do STF
Grande parte das medidas cautelares da operação foi autorizada por ministros do Supremo Tribunal Federal, incluindo André Mendonça e Dias Toffoli. As investigações continuam em andamento e novas fases da operação não estão descartadas.
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