Falso pastor é preso em Manaus suspeito de estuprar enteada desde os 5 anos e fazer outras vítimas
Investigado usava falso status religioso para intimidar adolescentes

FOTO: Gabriel Vieira/AM POST
Resumo
A Polícia Civil do Amazonas prendeu o falso pastor de 32 anos suspeito de estupro de vulnerável contra a enteada, de 14 anos, e outras duas vítimas. A prisão preventiva ocorreu na tarde de segunda-feira (18), no Conjunto Boas Novas, em Manaus. Segundo as investigações coordenadas pelo delegado Rodrigo Monfroni, os abusos contra a enteada começaram quando ela tinha apenas 5 anos.
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Notícias de Polícia – Um homem de 32 anos, que se passava por pastor, foi preso preventivamente na tarde de segunda-feira (18), no Conjunto Boas Novas, em Manaus, suspeito de estuprar a própria enteada, de 14 anos, e pelo menos outras duas jovens. A prisão foi efetuada pela Polícia Civil do Amazonas, por meio da 35ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Careiro da Várzea, com apoio do Departamento de Polícia Metropolitana e do Departamento de Polícia do Interior (DPI).
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Abusos desde a infância e denúncia em SP
De acordo com as autoridades responsáveis pelo caso, os trabalhos avançaram de forma célere após a enteada do suspeito deixar o Amazonas para residir com uma tia no estado de São Paulo. Longe do ambiente de opressão, a adolescente conseguiu romper o silêncio e relatar à familiar que era estuprada pelo padrasto desde os 5 anos de idade. A jovem revelou ainda que sofria ameaças de morte constantes para não contar o segredo a ninguém.
Com o acionamento da polícia paulista, a rede de apoio e investigação interligou os fatos com o Amazonas. Durante a coletiva de imprensa, foi detalhado o esforço conjunto: “Foi possível dedicar um esforço para este caso e, assim, nessa interação entre a Polícia Civil e o Estado de Amazonas, foram confirmadas as informações de São Paulo e a família também estava do lado da Polícia, de forma que um outro familiar do Estado de Minas Gerais também registrou o boletim de ocorrência”, explicaram as autoridades. Diante da gravidade, o Ministério Público e o Judiciário decretaram o mandado de prisão e ordens de busca e apreensão em três endereços.
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Sinais clínicos e manipulação psicológica
O delegado David Jordão e o delegado Henrique Brasil, diretor do DPI, classificaram a ocorrência como um “crime bárbaro” e revelaram os severos impactos físicos e psicológicos sofridos pela criança ao longo de quase uma década de abusos. De acordo com os prontuários médicos e os depoimentos coletados, a menor registrou graves sequelas na saúde.
“Esta criança, depois adolescente, ela teve um histórico de passagem por uma infecção sexualmente transmitível. Ela também passou por um histórico de depressões, de sangramentos. E toda a família, ao ver essa situação, acreditava que era algo de uma doença comum, que era algo da distância do pai biológico, por isso esta situação de depressão, de afastamento por parte dessa criança”, revelou a equipe policial.
As autoridades enfatizaram que o investigado usava de forte manipulação e se aproveitava do respeito que possuía na comunidade para dificultar as denúncias, embora não ocupasse oficialmente nenhuma função perante as autoridades eclesiásticas legítimas. “Acreditamos que outras vítimas aparecerão, especially da comunidade que estava em volta dele. Porque quando ele era chamado de pastor, ele aceitava essa alcunha, mas ele não era pastor”, afirmaram na coletiva.
Reincidência e alerta às famílias
No momento da abordagem policial no Conjunto Boas Novas, o homem não esboçou nenhuma reação física. Conduzido à delegacia com o apoio do 6º DIP, ele negou veementemente a autoria dos estupros durante o interrogatório formal. No entanto, a Polícia Civil ressaltou que este não é um fato isolado na vida pregressa do suspeito, que já responde judicialmente a um processo por aliciamento após ter convidado uma adolescente para assistir a vídeos pornográficos. “Então não se trata de uma ocorrência isolada, mas de uma pessoa que tem esse interesse em lesionar a questão sexual de crianças e adolescentes”, alertaram os delegados.
A cúpula da Polícia Civil fez um apelo para que os responsáveis fiquem atentos a mudanças repentinas de comportamento em menores de idade. “Em casos dessa natureza, desconfiem, estejam perto da sua criança, do adolescente, porque cada sinal pode ser característico de um possível abuso”, aconselharam. O homem passará por audiência de custódia e, por enquanto, permanecerá detido no sistema penitenciário do Amazonas, embora sua transferência para os estados de São Paulo ou Minas Gerais não esteja descartada. Denúncias anônimas podem ser feitas pelos números 181, 100 e 197.
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