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Deputados Alberto Neto e Fausto Jr. assinam proposta que pode travar fim da escala 6×1 por 10 anos

Deputados do Amazonas estão entre os mais 170 parlamentares que assinaram proposta para postergar redução da jornada de trabalho.

Por Natan AMPOST

19/05/2026 às 15:18 - Atualizado em 19/05/2026 às 16:41

Resumo


Os deputados federais Alberto Neto e Fausto Jr. assinaram uma emenda que pode adiar o fim da escala 6×1 no Brasil até 2036. A proposta também mantém possibilidade de jornada de até 44 horas semanais para atividades consideradas essenciais.

Notícias de política – Os deputados federais Capitão Alberto Neto e Fausto Jr. estão entre os 171 parlamentares que assinaram uma emenda apresentada na Câmara dos Deputados para adiar por dez anos o fim da escala 6×1 no Brasil.

A proposta foi protocolada na comissão especial que discute a PEC 221/2019, responsável por analisar mudanças na jornada de trabalho dos brasileiros. Se aprovada, a nova regra só começaria a valer em 2036.

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Leia mais: Juízes federais pressionam STF por aumento do teto salarial para R$ 71,5 mil

Além do adiamento, o texto também prevê exceções para atividades consideradas essenciais, permitindo que determinados setores continuem operando com carga horária semanal de até 44 horas.

Emenda cria trava para redução da jornada

A proposta foi apresentada pelo deputado Tião Medeiros e altera o artigo 7º da Constituição Federal.

O texto estabelece jornada máxima de oito horas diárias e 40 horas semanais, mas condiciona a aplicação da medida à criação de uma futura lei complementar que regulamentaria as atividades essenciais.

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Na prática, especialistas avaliam que a emenda cria obstáculos para a implementação imediata da redução da jornada de trabalho no país.

O trecho mais criticado está no artigo 3º da proposta, que determina que a mudança constitucional só entre em vigor dez anos após sua publicação oficial.

Caso a medida seja aprovada sem alterações, trabalhadores brasileiros só teriam acesso às novas regras a partir de 2036.

Setores essenciais podem manter escala atual

Outro ponto que gerou debate é a possibilidade de manutenção da carga horária de até 44 horas semanais para categorias classificadas como essenciais.

A definição dos setores que se enquadrariam nessa condição ainda dependeria de regulamentação posterior do Congresso Nacional.

A proposta abriu discussão entre sindicatos, trabalhadores e representantes do setor produtivo sobre os impactos econômicos e sociais da redução da jornada.

Defensores da mudança argumentam que jornadas menores podem melhorar a qualidade de vida, reduzir adoecimentos mentais e aumentar a produtividade.

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Já parlamentares favoráveis à emenda afirmam que mudanças bruscas poderiam afetar serviços considerados indispensáveis e gerar dificuldades econômicas para empresas.

Participação de deputados do Amazonas repercute

A adesão de Alberto Neto e Fausto Jr. à proposta provocou repercussão nas redes sociais e ampliou o debate político no Amazonas.

Internautas passaram a comentar os impactos que o adiamento do fim da escala 6×1 pode gerar para trabalhadores amazonenses, principalmente em setores como comércio, serviços e indústria.

Até o momento, os parlamentares não divulgaram posicionamentos detalhados explicando os motivos do apoio à emenda.

A comissão especial da Câmara segue analisando o texto e novas alterações ainda podem ser incluídas antes da votação final da proposta.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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