CCJ retoma debate sobre redução da maioridade penal para 16 anos
Proposta prevê punição para jovens de 16 e 17 anos em crimes graves.
- Foto: Agência Brasil
Resumo
A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados retomou nesta terça-feira (19) a análise da PEC que propõe reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos. O tema divide parlamentares, juristas e entidades da sociedade civil.
Notícias do Brasil – A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados retomou nesta terça-feira (19) o debate sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 32/15, que prevê a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos em determinados casos.
PUBLICIDADE
Neste momento, os deputados analisam a admissibilidade da proposta. Caso seja aprovada na CCJ, a PEC seguirá para uma comissão especial antes de avançar para votação no plenário da Câmara.
Leia mais: Trailer do filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro, vaza na web; assista
Relator defende punição para crimes graves
O relator da proposta, Coronel Assis, argumenta que a mudança atenderia ao que chamou de “clamor social” diante do aumento da violência.
Segundo o parlamentar, a proposta mantém a regra geral da inimputabilidade até os 18 anos, mas cria exceções para adolescentes de 16 e 17 anos envolvidos em crimes considerados de extrema gravidade.
O texto também prevê garantias específicas para os jovens, como:
PUBLICIDADE
- cumprimento de pena em unidades separadas dos adultos;
- procedimentos processuais diferenciados;
- proibição de penas cruéis.
Especialistas apontam possível inconstitucionalidade
Durante audiência pública realizada na última semana, representantes de entidades jurídicas e organizações sociais criticaram a proposta.
O advogado Ariel de Castro Alves afirmou que a PEC seria inconstitucional por retirar direitos fundamentais previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente.
Segundo ele, a redução da maioridade penal não resolveria os problemas de violência e poderia representar o reconhecimento da incapacidade do Estado em promover inclusão social e educação para adolescentes.
Debate divide opiniões no Congresso
O tema voltou ao centro das discussões após pesquisas citadas por parlamentares indicarem apoio popular à redução da maioridade penal.
Defensores da medida afirmam que adolescentes envolvidos em crimes violentos devem responder de forma mais rígida perante a Justiça. Já os críticos sustentam que o endurecimento penal não reduz criminalidade e pode aumentar a vulnerabilidade dos jovens.
Dados do CNJ e do IBGE
Dados do Conselho Nacional de Justiça apontam que o Brasil possui cerca de 12 mil adolescentes em unidades de internação ou privados de liberdade.
O número representa menos de 1% dos aproximadamente 28 milhões de brasileiros nessa faixa etária, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
Encontrou algum erro? Clique aqui e nos ajude a melhorar a informação
Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
Siga-nos






