Érika Hilton expõe deputado do Amazonas por apoio à emenda que adia fim da escala 6×1 até 2036
Deputada divulgou nome do parlamentar amazonense nas redes sociais após assinatura de proposta.
- Foto: reprodução
Resumo
A deputada federal Érika Hilton criticou publicamente o deputado amazonense Fausto Jr. após ele assinar uma emenda que pode adiar por dez anos o fim da escala 6×1 no Brasil. O texto também mantém possibilidade de jornadas de até 44 horas semanais para setores considerados essenciais.
Notícias de política – A deputada federal Érika Hilton expôs nas redes sociais o deputado amazonense Fausto Jr. após ele assinar uma emenda apresentada na Câmara dos Deputados que pode adiar por dez anos o fim da escala 6×1 no Brasil.
A publicação feita por Érika no X, antigo Twitter, rapidamente ganhou repercussão em páginas locais e provocou forte reação de internautas contra o parlamentar do Amazonas.
“O deputado do Amazonas que assinou a proposta pra impedir o fim da escala 6×1 por 10 anos e criar jornadas de trabalho de 52 horas semanais foi Fausto Jr., UNIÃO BRASIL”, escreveu a deputada.
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A emenda integra as discussões da PEC 221/2019, proposta que trata da redução da jornada de trabalho no país. Caso o texto seja aprovado, as mudanças só passariam a valer a partir de 2036.
Reação nas redes sociais ampliou pressão sobre parlamentar
Após a publicação de Érika Hilton, diversos seguidores passaram a criticar Fausto Jr. nos comentários da postagem.
“Fausto Jr você está maluco? Tu está ficando inútil cada vez mais. 10 anos? Toma vergonha nessa sua cara, nem seus eleitores querem isso”, escreveu um internauta.
Outro usuário fez alerta direcionado aos trabalhadores amazonenses. “Trabalhadores do Amazonas fiquem atentos”, comentou, citando o cenário político e eleitoral.
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A repercussão aumentou o debate sobre o posicionamento dos deputados federais em relação ao fim da escala 6×1, tema que ganhou força nas redes sociais e em movimentos ligados aos direitos trabalhistas.
Alberto Neto também assinou emenda
Apesar de Fausto Jr. ter sido o principal alvo da publicação de Érika Hilton, ele não foi o único deputado do Amazonas a apoiar a proposta.
O deputado federal Capitão Alberto Neto também assinou a emenda apresentada pelo deputado Tião Medeiros.
Leia mais: Deputados Alberto Neto e Fausto Jr. assinam proposta que pode travar fim da escala 6×1 por 10 anos
Ao todo, 171 parlamentares apoiaram o texto protocolado na comissão especial da Câmara responsável por analisar alterações na jornada de trabalho dos brasileiros.
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Proposta adia mudança por uma década
A emenda altera o artigo 7º da Constituição Federal e estabelece jornada máxima de oito horas diárias e 40 horas semanais.
No entanto, o texto cria uma trava para aplicação imediata da mudança.
O ponto mais criticado está no artigo 3º, que determina que a emenda constitucional só entre em vigor dez anos após sua publicação oficial.
Na prática, caso a proposta seja aprovada sem alterações, o fim da escala 6×1 só começaria a produzir efeitos a partir de 2036.
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Especialistas avaliam que a medida cria obstáculos para implementação rápida da redução da jornada de trabalho defendida por movimentos trabalhistas.
Texto mantém exceções para setores essenciais
Outro trecho da proposta prevê que atividades consideradas essenciais possam continuar operando com jornada semanal de até 44 horas.
A definição dessas categorias dependeria de uma futura lei complementar, que ainda precisaria ser aprovada pelo Congresso Nacional.
Defensores da redução da jornada argumentam que a mudança poderia melhorar qualidade de vida, saúde mental e produtividade dos trabalhadores.
Já apoiadores da emenda afirmam que determinados setores precisam de regras diferenciadas para evitar impactos econômicos e operacionais.
Enquanto o debate avança na Câmara, o tema segue dominando discussões políticas e redes sociais em todo o país, especialmente após a exposição pública de parlamentares que apoiaram o adiamento da proposta.
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