Governo de Santa Catarina decreta alerta climático por risco de super El Niño e prevê eventos extremos
O fenôeno pode provocar enchentes, deslizamentos e eventos extremos no estado a partir de junho.
- Foto: Divulgação
Resumo
O governo de Santa Catarina decretou estado de alerta climático após previsões indicarem a aproximação de um super El Niño. O fenôeno pode provocar enchentes, deslizamentos e eventos extremos no estado a partir de junho, com maior intensidade durante a primavera.
Notícias do Brasil – O governo de Santa Catarina decretou estado de alerta climático diante da aproximação de um possível super El Niño, fenômeno climático associado ao aumento do risco de enchentes, alagamentos e deslizamentos em diferentes regiões do estado.
O decreto foi assinado nesta segunda-feira (18) pelo governador Jorginho Mello e estabelece medidas emergenciais para acelerar ações preventivas e reduzir burocracias em situações de desastre.
Segundo projeções da Defesa Civil catarinense, os primeiros impactos mais significativos devem começar a ser sentidos a partir de junho, com pico previsto para setembro, durante a primavera.
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Governo quer acelerar resposta a possíveis desastres
O decreto coloca órgãos estaduais e prefeituras em regime permanente de atenção pelos próximos 180 dias, prazo que ainda poderá ser prorrogado dependendo da intensidade do fenômeno climático.
Na prática, a medida permite acelerar contratações emergenciais, aquisição de materiais humanitários e obras preventivas em áreas de risco.
O texto também facilita a homologação de decretos municipais de emergência e amplia a autonomia de prefeitos para adoção de medidas imediatas diante de possíveis eventos extremos.
Segundo o secretário estadual de Proteção e Defesa Civil, coronel Fabiano de Souza, o objetivo é antecipar a estrutura de resposta antes que os problemas climáticos se agravem.
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“Na prática, o decreto antecipa toda a preparação para um desastre, a exemplo de desastre provocado pelo El Niño”, afirmou.
Fenômeno preocupa autoridades
O El Niño ocorre quando há aquecimento acima de 0,5°C nas águas do Oceano Pacífico Equatorial, alterando padrões climáticos em diferentes partes do planeta.
O fenômeno costuma ocorrer em intervalos de dois a sete anos, mas especialistas alertam que a intensidade atual do aquecimento das águas tem elevado a preocupação das autoridades meteorológicas.
De acordo com os órgãos de monitoramento climático, a tendência é que o fenômeno se estabeleça oficialmente a partir de junho e permaneça ativo pelo menos até o verão de 2026/2027.
A Defesa Civil avalia que o rápido aquecimento do Pacífico observado nos últimos meses aumenta o risco de episódios extremos de chuva em Santa Catarina.
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Estado já enfrentou tragédias climáticas
Santa Catarina possui histórico de enchentes e deslizamentos associados a eventos climáticos intensos.
Em anos anteriores marcados por El Niño forte, cidades catarinenses registraram inundações, destruição de rodovias, desabrigados e mortes provocadas por deslizamentos de terra.
Por isso, o governo estadual decidiu antecipar ações preventivas antes do agravamento das condições climáticas.
A criação de um comitê de crise também está prevista no decreto para coordenar respostas rápidas entre órgãos estaduais, municípios e equipes de emergência.
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Municípios terão papel central
O decreto estadual dá protagonismo às prefeituras para atuação imediata em situações de emergência climática.
Com a flexibilização dos procedimentos administrativos, municípios poderão acelerar contratações, aquisição de equipamentos e execução de intervenções emergenciais sem enfrentar etapas burocráticas mais longas.
A Defesa Civil reforçou ainda que a população deve acompanhar os alertas meteorológicos e evitar áreas de risco em períodos de chuva intensa.
Primavera deve concentrar período mais crítico
As projeções indicam que o período mais delicado deve ocorrer entre setembro e novembro, durante a primavera, quando tradicionalmente o estado já registra aumento no volume de chuvas.
Meteorologistas alertam que a combinação entre solo encharcado, rios elevados e chuvas persistentes pode ampliar riscos de enchentes urbanas e deslizamentos em encostas.
O governo catarinense informou que seguirá monitorando diariamente os indicadores climáticos e poderá ampliar as medidas emergenciais conforme evolução do fenômeno.
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