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Polícia

Grupo de agiotagem e extorsão movimentou mais de R$ 24 milhões no Amazonas

Operação “Covil do Mamon” cumpre prisões, apreende veículos e investiga crimes violentos ligados a empréstimos ilegais.

Por Marcia Jornalist

20/05/2026 às 09:24 - Atualizado em 08/06/2026 às 22:07

imagem da operação policial em manaus contra agiotagem e extorsão

(Foto: AM POST)

Resumo

Uma operação policial deflagrada em Manaus investiga duas organizações criminosas suspeitas de agiotagem, extorsão, tortura e homicídios. Segundo as investigações, um dos grupos movimentou mais de R$ 24 milhões em atividades ilícitas, com ramificações em outros estados do país.

Notícias policiais –  A Operação Covil do Mamon deflagrada na manhã desta quarta-feira (20) em Manaus mira duas organizações criminosas suspeitas de comandar um esquema milionário de agiotagem, lavagem de dinheiro e crimes violentos no Amazonas. As investigações apontam que um dos grupos movimentou mais de R$ 24 milhões por meio de empréstimos ilegais, cobranças extorsivas e ocultação de patrimônio.

Ao todo, estão sendo cumpridos 26 mandados de prisão preventiva e 31 mandados de busca e apreensão. A ação também determinou o sequestro de 42 veículos, sete imóveis, bloqueio de contas bancárias e a suspensão das atividades de sete empresas ligadas aos investigados.

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A ofensiva foi coordenada pelos 12º e 20º Distritos Integrados de Polícia (DIPs), com apoio do Departamento de Polícia Metropolitana (DPM), Secretaria Executiva Adjunta de Operações (Seaop) e Polícia Militar do Amazonas (PMAM).

Cobranças violentas e ameaças

Segundo as investigações, os grupos atuavam oferecendo empréstimos com juros considerados abusivos. Quando as vítimas não conseguiam quitar os débitos nas datas estabelecidas, passavam a sofrer ameaças, agressões físicas e perseguições.

As diligências apontaram que o esquema utilizava métodos violentos para forçar os pagamentos. Entre os crimes investigados estão extorsão, tortura, sequestro, cárcere privado e homicídios consumados e tentados.

Leia mais: Policiais são presos durante megaoperação em Manaus

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De acordo com os investigadores, algumas vítimas eram mantidas sob ameaça constante e submetidas a violência física como forma de intimidação. A suspeita é que os grupos criminosos tenham criado uma estrutura organizada para realizar cobranças ilegais e expandir os lucros obtidos com os empréstimos clandestinos.

R$ 24 milhões movimentados

O valor movimentado por uma das organizações chamou a atenção das autoridades. Conforme a investigação, mais de R$ 24 milhões circularam nas contas ligadas ao grupo criminoso, dinheiro que teria origem nas atividades ilícitas praticadas pela quadrilha.

A polícia suspeita que parte desse montante tenha sido usada na compra de imóveis, veículos de luxo e na manutenção de empresas utilizadas para ocultar a origem dos recursos.

Já a movimentação financeira da segunda organização criminosa ainda está sendo apurada. A continuidade das investigações depende da análise de quebras de sigilo bancário autorizadas pela Justiça e executadas simultaneamente durante a operação.

Esquema alcançava outros estados

As investigações também revelaram que o esquema de lavagem de dinheiro não se limitava ao Amazonas. A polícia identificou movimentações financeiras e conexões criminosas nos estados de Santa Catarina, Paraíba e Roraima.

A suspeita é que empresas e pessoas físicas nesses estados tenham sido utilizadas para esconder patrimônio e dificultar o rastreamento do dinheiro obtido ilegalmente.

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Os materiais apreendidos durante o cumprimento dos mandados devem ajudar os investigadores a identificar outros envolvidos e aprofundar a análise da rede financeira ligada às organizações criminosas.

Investigações continuam

As autoridades afirmaram que novas fases da operação não estão descartadas. A expectativa é que os dados extraídos de celulares, computadores e documentos apreendidos revelem novos integrantes do esquema e possíveis ramificações em outros estados.

Os investigados poderão responder por organização criminosa, extorsão, agiotagem, lavagem de dinheiro, tortura, sequestro e homicídio.

A polícia informou que as investigações continuam e que novas medidas poderão ser adotadas conforme o avanço da análise financeira e das quebras de sigilo bancário autorizadas pela Justiça.

 

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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