Grávida sequestrada por agiotas perdeu bebê após sofrer torturas em Manaus
Jovem ficou cerca de 10 dias em poder do grupo criminoso investigado por extorsão, sequestro e homicídios no Amazonas.
- Foto: Denivaldo Oliveira/Portal AM POST
Resumo
Uma jovem grávida mantida em cárcere privado por agiotas no Amazonas teria perdido o bebê após sofrer torturas durante 10 dias. O caso é investigado na operação “Covil do Mamon”.
Notícias policiais – Um dos relatos mais chocantes revelados durante a operação “Covil do Mamon” deflagrada nesta quarta-feira (20) pela Polícia Civil do Amazonas envolve uma jovem grávida que teria sido sequestrada e mantida em cárcere privado por integrantes de uma das duas organizações criminosas investigadas por agiotagem, extorsão e tortura no Amazonas. Ação apura também crimes como sequestro, cárcere privado, homicídios e lavagem de dinheiro.
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Segundo informações da Polícia Civil, a vítima ficou aproximadamente 10 dias em um dos “quartéis-generais – QGs” da organização criminosa, onde teria sofrido uma sequência de agressões físicas e psicológicas. Durante o período em que permaneceu sob domínio do grupo, a jovem acabou perdendo o bebê.
A suspeita da polícia é de que o aborto tenha sido provocado em decorrência das torturas sofridas pela vítima durante o cativeiro. Por conta disso, os investigados também poderão responder criminalmente pelo aborto relacionado às agressões praticadas contra a grávida.
“Durante um dos atos de cobrança de uma das organizações criminosas nós tivemos uma moça que foi sequestrada, estava em cárcere privado em um dos QGs dessa organização criminosa. Ela foi colocada em sequestro por praticamente 10 dias e durante esse período há nos autos da investigação uma alta probabilidade de que ela tenha perdido o bebê que estava gestando“, disse o o titular do 20º Distrito Integrado de Polícia (DIP), delegado Fernando Bezerra.
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Investigação alcança outros estados brasileiros
Além das prisões realizadas no Amazonas, a operação também cumpriu mandados em outros estados. Dois policiais militares foram presos em Santa Catarina durante a ofensiva policial.
Outra informação que chamou atenção é que um dos principais investigados no esquema criminoso está internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em Manaus. O estado de saúde dele não foi divulgado oficialmente pelas autoridades.
As investigações apontam que o grupo criminoso utilizava violência extrema para cobrar dívidas relacionadas à agiotagem, mantendo vítimas sob ameaça constante. Em alguns casos, segundo a polícia, as agressões terminavam em mortes.
A operação “Covil do Mamon” segue em andamento e novas informações sobre os investigados e as vítimas devem ser divulgadas pelas autoridades ao longo do dia.
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