Ciro Gomes critica governo Lula por beneficiar irmãos Batista e fazer brasileiros pagarem conta bilionária na energia
Ex-presidenciável aponta aumento na conta de luz após acordo bilionário.
- Foto: Reprodução
Resumo
Ciro Gomes voltou a criticar o governo federal após a venda de usinas termoelétricas da Eletrobras para a Amber Energia, empresa ligada aos irmãos Joesley e Wesley Batista. O ex-presidenciável afirmou que os custos da operação podem impactar diretamente a conta de energia dos brasileiros.
Notícias do Brasil – O ex-governador do Ceará e ex-candidato à Presidência da República, Ciro Gomes, voltou a fazer duras críticas ao governo Lula (PT) ao comentar a venda de nove usinas termoelétricas da Eletrobras para a Amber Energia, empresa controlada pelos irmãos Wesley e Joesley Batista, donos do grupo J&F.
Segundo Ciro, a negociação representa mais um episódio de favorecimento político e econômico envolvendo os empresários e pode gerar impacto direto na conta de energia paga pelos brasileiros.
As declarações foram feitas durante pronunciamento em que o pedetista criticou mudanças realizadas pelo governo federal envolvendo dívidas do setor elétrico e mecanismos de compensação energética.
Ciro afirma que prejuízo será repassado ao consumidor
Durante o discurso, Ciro Gomes afirmou que o governo teria utilizado medidas para transferir prejuízos das termoelétricas para os consumidores de energia elétrica.
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Segundo ele, os custos acabariam sendo absorvidos pela Conta de Consumo de Combustíveis (CCC), fundo utilizado para custear sistemas de geração de energia em regiões isoladas do país, principalmente na Amazônia.
“Conseguiram uma medida provisória estatizando o prejuízo de 10 termoelétricas sujas a carvão, viciadas na Amazônia. Elas davam juntas um prejuízo mensal de R$ 150 milhões. O que o Lula faz? Com a medida provisória, transfere para as tarifas de vocês todo esse prejuízo”, declarou.
O ex-ministro também afirmou que os efeitos financeiros da operação poderão chegar diretamente às tarifas de energia elétrica cobradas da população.
Dívida bilionária da Amazonas Energia entrou no debate
Outro ponto levantado por Ciro Gomes envolve a situação financeira da Amazonas Energia.
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Segundo ele, o governo federal teria facilitado a negociação ao permitir mudanças relacionadas às dívidas acumuladas pela concessionária.
“E ato contínuo, tinha R$ 9 bilhões de débito da Amazonas Energia. E o Lula disse: se vocês comprarem, eu transformo o débito da Amazonas Energia de R$ 9 bilhões em equity de participação acionária na Eletrobras. E assim foi feito”, afirmou.
A Amazonas Energia possui atualmente uma dívida bilionária com a Eletrobras e enfrenta dificuldades financeiras há anos.
A concessão da distribuidora também chegou a ficar ameaçada por processos relacionados à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Amber Energia amplia presença no setor elétrico
A compra das nove usinas termoelétricas no Amazonas representa um dos maiores movimentos recentes da Amber Energia no setor elétrico brasileiro.
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A empresa é o braço de investimentos em energia do grupo J&F, conglomerado empresarial controlado pelos irmãos Batista.
Na operação, a Amber concordou em pagar cerca de R$ 4,7 bilhões à Eletrobras pelas usinas.
Além da aquisição das térmicas, a empresa também assumiu participação estratégica envolvendo a Amazonas Energia, principal credora das usinas negociadas.
O interesse do grupo no setor elétrico é considerado recente, mas vem crescendo nos últimos anos com aquisições consideradas estratégicas no mercado de geração e distribuição de energia.
Operação gera debate político e econômico
As declarações de Ciro Gomes ampliaram a repercussão política em torno da negociação envolvendo as termoelétricas da Amazônia.
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Críticos da operação apontam preocupação com possíveis impactos tarifários e questionam o uso de mecanismos públicos para absorção de dívidas privadas do setor elétrico.
Já defensores da negociação argumentam que a medida busca garantir continuidade do fornecimento de energia em regiões isoladas e evitar colapso operacional da Amazonas Energia.
O debate também reacende discussões sobre o funcionamento da Conta de Consumo de Combustíveis (CCC), fundo pago por consumidores de todo o país por meio das tarifas de energia.
Amazonas segue no centro da crise energética
Grande parte das usinas envolvidas na negociação opera na região amazônica, onde o fornecimento energético enfrenta desafios logísticos e altos custos de operação.
Estados da Amazônia Legal dependem fortemente de sistemas isolados de geração térmica, abastecidos principalmente por combustíveis fósseis.
Especialistas apontam que o modelo possui custo elevado e impacto direto nas tarifas energéticas nacionais.
Enquanto isso, a venda das usinas segue repercutindo entre setores políticos, econômicos e empresariais, especialmente após as críticas públicas feitas por Ciro Gomes sobre os impactos financeiros da operação.
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