Prefeito Renato Junior discute melhorias e necessidades do transporte complementar durante reunião com permissionários e reforça diálogo com a categoria
Categoria alega que tarifa técnica real é de R$ 8,14 e aponta risco de colapso no serviço

Prefeito Renato Junior, equipe do IMMU e permissionários durante reunião. FOTO: Divulgação
Resumo
O prefeito de Manaus, Renato Junior, e representantes do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) reuniram-se com permissionários do transporte complementar para debater as demandas financeiras e operacionais da categoria. O principal pleito dos operadores é o acesso ao subsídio tarifário municipal, sob a justificativa de que a tarifa técnica atual está calculada em R$ 8,14.
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Notícias de Manaus – O Poder Executivo de Manaus abriu uma mesa de negociações para avaliar a concessão de incentivos financeiros ao sistema de transporte complementar da capital. Em reunião liderada pelo prefeito Renato Junior e por técnicos do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), representantes dos trabalhadores apresentaram relatórios sobre o desequilíbrio financeiro da atividade e solicitaram formalmente a extensão do subsídio tarifário municipal que hoje ampara os ônibus convencionais.
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O peso do sistema complementar e as queixas fiscais
Atualmente, o modelo complementar opera de forma licitada em Manaus, englobando um contingente de 320 permissionários ativos que transportam uma média estimada de 5 mil passageiros diariamente, conectando principalmente áreas periféricas e ramais de difícil acesso.
De acordo com o porta-voz dos permissionários, Benicio Zé de Araújo, a ausência de um aporte governamental para cobrir a diferença entre o valor cobrado na catraca e o custo real de operação inviabiliza a continuidade do serviço. Dados apresentados pela categoria indicam que o valor da tarifa técnica — custo real por passageiro para manter a frota circulando com manutenção e combustível — atinge a marca de R$ 8,14.
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“O objetivo crucial da reunião que organizamos com o prefeito é discutir a urgência do subsídio para a categoria, uma vez que atualmente não recebemos a compensação que deveria ser paga para a passagem, e, diante dessa situação, estamos quase sem condições de prosseguir com nosso trabalho”, desabafou Araújo.
IMMU analisa impacto financeiro
Diante do panorama de paralisação alertado pelos profissionais, o prefeito determinou que a diretoria do IMMU elabore um plano de diagnóstico financeiro e operacional com caráter de urgência para mensurar o impacto de um eventual subsídio nas contas do município ou desenhar mecanismos alternativos de fomento.
“Estamos determinados a manter um canal de comunicação aberto com todos os trabalhadores do sistema de transporte. Estamos atentos às solicitações da categoria, com seriedade e respeito, para que possamos alcançar melhorias que assegurem condições dignas de trabalho aos permissionários e também um serviço de qualidade para a população”, sustentou Renato Junior.
O diretor-presidente do órgão de trânsito, Elson Andrade, acompanhado da vice-presidente de Trânsito, Leda Junior, endossou a necessidade de uma análise criteriosa antes de fixar percentuais.
“Os operadores do transporte complementar vieram apresentar suas demandas e expor as dificuldades que enfrentam hoje. O prefeito pediu ao IMMU que faça um estudo técnico sobre o pedido para que possamos avaliar outras opções que visem minimizar os efeitos financeiros que a categoria enfrenta”, explicou Andrade.
O calendário de tratativas já possui um novo marco regulatório estabelecido. A prefeitura agendou uma assembleia de retorno com os líderes dos micro-ônibus e vans para a próxima quinta-feira, 28 de maio. Na ocasião, o IMMU apresentará as conclusões do parecer técnico e as propostas da gestão municipal para tentar sanar o impasse sem repassar reajustes ao bolso dos usuários.
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