PGR mantém análise de delação de Daniel Vorcaro após recusa da Polícia Federal
Ministério Público Federal fará triagem própria de pen drive entregue pela defesa do Banco Master

FOTO: Reprodução
Resumo
Apesar de a Polícia Federal (PF) ter rejeitado a delação premiada de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, a Procuradoria-Geral da República (PGR) decidiu dar continuidade à análise dos anexos e provas apresentados pela defesa do banqueiro.
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Notícias do Brasil – O processo de colaboração premiada do banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, ganhou um novo capítulo institucional. Embora a Polícia Federal (PF) tenha anunciado oficialmente a rejeição da proposta de delação na noite de quarta-feira (20), a Procuradoria-Geral da República (PGR) decidiu não arquivar o material de imediato e manterá a análise técnica dos anexos entregues pelos advogados do empresário.
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PF vê blindagem, mas PGR quer checar dados
A recusa por parte dos delegados da Polícia Federal foi motivada pela percepção de que Vorcaro estaria praticando uma “delação seletiva”. O relatório de inteligência policial apontou omissões intencionais e um esforço por parte do investigado para preservar autoridades e políticos de grande influência sediados em Brasília, cujos nomes estão associados às fraudes bilionárias da Operação Compliance Zero.
Contudo, no desenho jurídico brasileiro, a PGR possui autonomia para firmar acordos de colaboração independentemente do parecer policial. O órgão máximo do Ministério Público Federal (MPF) concentrará seus esforços na triagem de um dispositivo pen drive que condensa 45 dias de depoimentos e documentos digitalizados pela equipe jurídica do banqueiro.
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Os procuradores pretendem cruzar os dados fornecidos com o acervo que já consta nos autos para verificar se o réu tem capacidade de comprovar materialmente o que confessou e se as revelações trazem fatos novos que justifiquem a concessão de benefícios criminais.
Histórico de prisões e o caso BRB
Daniel Vorcaro encontra-se sob custódia preventiva desde o dia 4 de março deste ano, quando foi capturado na terceira fase da Operação Compliance Zero. O foco central daquela etapa — e um dos pilares que a PGR tenta desvendar — envolve um esquema de corrupção estruturado para a venda de carteiras de crédito infladas e fraudulentas ao Banco de Brasília (BRB).
Caso a PGR também conclua que o material é insatisfatório ou meramente repetitivo, a delação será anulada de forma definitiva em todas as instâncias, forçando o banqueiro a enfrentar as denúncias criminais sem qualquer direito à redução de pena ou progressão de regime.
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