Alunos da Ufam, em Manaus, fazem manifestação contra assédio e violência sexual
Mobilização reuniu estudantes em caminhada dentro do campus universitário em Manaus.
- Foto: Reprodução
Resumo
Estudantes da Universidade Federal do Amazonas realizaram uma manifestação no campus da instituição em Manaus para denunciar casos de assédio e violência sexual no ambiente acadêmico. O ato ocorreu após a divulgação de dados que apontam ao menos 445 relatos de violência contra mulheres em instituições de ensino superior do Amazonas entre 2017 e 2021.
Notícias de Manaus – Estudantes da Universidade Federal do Amazonas promoveram, nesta quarta-feira (20), uma manifestação dentro do campus universitário em Manaus em protesto contra casos de assédio moral, assédio sexual e violência sexual relatados por alunas da instituição.
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A mobilização ocorreu após a divulgação de dados acadêmicos que indicam que ao menos 445 mulheres relataram ter sofrido algum tipo de violência em instituições de ensino superior do Amazonas entre 2017 e 2021.
Protesto reuniu denúncias e pedidos por mudanças
Durante o ato, estudantes organizaram uma caminhada pelo campus com cartazes e discursos cobrando respostas mais rápidas da universidade diante das denúncias. Os participantes afirmaram que há um sentimento constante de insegurança dentro do ambiente acadêmico e criticaram a permanência de pessoas denunciadas por assédio em atividades universitárias.
Segundo os estudantes, o movimento busca ampliar o debate sobre violência de gênero nas universidades e pressionar por medidas institucionais mais rigorosas.
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Movimento cobra afastamento de denunciados
A manifestação foi organizada por alunos ligados ao movimento “Professor que Assedia não Educa”, criado, segundo os participantes, após sucessivos relatos de assédio envolvendo docentes da universidade. Durante o protesto, estudantes afirmaram que existem professores com boletins de ocorrência e processos administrativos em andamento que continuam frequentando normalmente os espaços acadêmicos.
Os manifestantes também destacaram que relações hierárquicas e estruturas de poder dentro da universidade dificultariam a denúncia e a resolução dos casos.
Caso recente de violência sexual aumentou repercussão
Além das denúncias envolvendo docentes, o ato também mencionou um caso recente de violência sexual entre estudantes. De acordo com informações apresentadas durante a mobilização, uma estudante de 21 anos do curso de Ciências Agrárias teria denunciado ter sido vítima de estupro cometido por um aluno de 30 anos do curso de Física.
Segundo os relatos divulgados pelos estudantes, a reitoria da universidade foi informada oficialmente sobre o caso no último dia 18.
Reitoria afirma ter adotado medidas cautelares
Após a repercussão da manifestação, a reitora da Ufam, Tanara Lauschner, se pronunciou nas redes sociais.
Conforme informações divulgadas durante o protesto, a universidade adotou medidas cautelares após tomar conhecimento da denúncia, incluindo o afastamento do estudante investigado. O caso também teria sido encaminhado para apuração institucional e comunicação aos órgãos competentes, além de ações de acolhimento e acompanhamento à vítima.
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