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STF abre julgamento sobre alterações na Lei da Ficha Limpa que reduzem inelegibilidade

Supremo analisa ação que questiona flexibilização das regras de inelegibilidade aprovadas pelo Congresso Nacional e que beneficiam políticos condenados

Por Arquipo Goes

22/05/2026 às 09:34 - Atualizado em 02/06/2026 às 11:19

imagem do julgamento da lei da ficha limpa pelo STF

FOTO: Antonio Augusto/STF

Resumo

O STF iniciou o julgamento virtual da validade das mudanças na Lei da Ficha Limpa aprovadas pelo Congresso. A ação, relatada pela ministra Cármen Lúcia, contesta a redução do tempo de inelegibilidade de políticos condenados. O resultado da votação impactará diretamente o registro de candidaturas de nomes de peso para as eleições de 2026.

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Notícias de Política – O desenho das regras de elegibilidade para os próximos pleitos entrou em fase de definição no Poder Judiciário. O Supremo Tribunal Federal (STF) abriu os sistemas eletrônicos de votação para julgar a constitucionalidade das modificações estruturais que o Congresso Nacional promoveu na Lei da Ficha Limpa. A análise jurídica, centralizada na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) nº 7881, tem potencial para reconfigurar o xadrez político e liberar centenas de gestores atualmente barrados por improbidade.

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Julgamento digital e rito processual

A análise ocorre por meio do plenário virtual do STF, modalidade em que os magistrados dispõem de um prazo regulamentar — estipulado para encerrar no dia 29 de maio — para inserir formalmente seus votos e manifestações fundamentadas na plataforma digital.

A relatoria do processo está sob a responsabilidade da ministra Cármen Lúcia. Até o fechamento do prazo de inserção, qualquer ministro da Corte conserva a prerrogativa técnica de solicitar um pedido de vista, o que suspenderia temporariamente o andamento do processo, ou requerer um “destaque”, manobra que zera o painel eletrônico e transfere o debate para o plenário físico com transmissão ao vivo.

Brecha jurídica para barões políticos

A espinha dorsal da contestação, ajuizada pela Rede Sustentabilidade, foca nos dispositivos aprovados pelo parlamento que atenuaram o tempo de punição para agentes públicos com condenações múltiplas. Na prática, a nova redação legislativa unificou prazos e abriu margem para que penalidades de inelegibilidade deixassem de ser somadas de forma sucessiva.

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Especialistas em direito eleitoral apontam que, caso a Suprema Corte valide o texto do Congresso, figuras tradicionais da política nacional que cumprem sanções de restrição de direitos políticos estarão aptas a registrar candidaturas. Entre os potenciais beneficiados diretos pela reforma estão o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha, o ex-governador fluminense Anthony Garotinho e o ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda.

Parecer da PGR aponta distorções

O Ministério Público Federal participou ativamente da instrução do processo por meio de manifestação do procurador-geral da República, Paulo Gonet. A PGR emitiu um parecer favorável à derrubada parcial das inovações da lei, argumentando que o texto atual fere o princípio da proporcionalidade e da moralidade administrativa.

De acordo com a linha argumentativa de Gonet, a flexibilização gera uma distorção grave ao equiparar o tratamento jurídico dado a gestores punidos por um deslize administrativo isolado àquele dispensado a maus políticos reincidentes em esquemas complexos de desvio de verbas públicas. Por outro lado, a procuradoria deu aval para a manutenção do teto de 12 anos como limite máximo imposto para o cumprimento de sanções de inelegibilidade, por não identificar afronta direta ao texto constitucional.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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