Pai de Daniel Vorcaro sofre surto psicótico em presídio e sente dificuldade de adaptação à rotina carcerária
O empresário apresenta sérias dificuldades de adaptação à rotina carcerária.

FOTO: Reprodução/Redes Sociais
Resumo
O empresário Henrique Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro, sofreu um surto psicótico na última quinta-feira (21) na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem (MG). Preso na Operação Compliance Zero por suspeita de ocultar R$ 2,2 bilhões e usar milícias privadas, ele enfrenta dificuldades de adaptação. O quadro agravou-se após a Polícia Federal rejeitar uma proposta de delação premiada apresentada por seu filho, Daniel Vorcaro.
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Notícias do Brasil – O cenário de isolamento celular começou a impactar a saúde mental do empresário Henrique Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que sofreu um surto e episódios de crise nervosa nas dependências do Complexo Prisional Nelson Hungria, localizado em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (MG). O episódio ocorreu na última quinta-feira (21).
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Dificuldades de adaptação e rejeição de acordo
Henrique Vorcaro está custodiado na penitenciária mineira desde o dia 14 de maio, quando foi capturado em uma ação da Polícia Federal. Fontes internas do sistema penitenciário indicaram que o empresário, que possui diagnóstico clínico prévio de depressão, apresenta sérias dificuldades de adaptação à rotina carcerária na Penitenciária Nelson Hungria que enfrenta problemas crônicos de superlotação.
O quadro clínico do detento — caracterizado por crises de choro, lapsos de memória recentes e oscilações bruscas entre apatia e desespero — teve uma piora acentuada. O estopim para o colapso emocional teria sido a notificação oficial de que a equipe de delegados da Polícia Federal recusou formalmente os termos da proposta de delação premiada encaminhada pela defesa de seu filho, Daniel Vorcaro.
Bilhões ocultados e uso de milícia privada
A prisão de Henrique Vorcaro foi decretada na 6ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga crimes de colarinho branco e lavagem de dinheiro em larga escala. Conforme a tese da Procuradoria e os relatórios de inteligência da PF, o empresário e o dono do Banco Master montaram uma engenharia financeira sofisticada para ocultar e blindar patrimônio de credores e das vítimas das fraudes da instituição bancária. O montante desviado e escondido gira em torno de R$ 2,2 bilhões, movimentados mesmo após o início das auditorias judiciais.
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Além do desvio bilionário de ativos, Henrique Vorcaro, que preside o Grupo Multipar — conglomerado com tentáculos nos ramos de engenharia, incorporação imobiliária e agronegócio —, é acusado de liderar métodos violentos de coação. Os autos revelam que o empresário contratava os serviços logísticos de milícias privadas denominadas pelas alcunhas de “A Turma” e “Os Meninos”.
Essas organizações criminosas terceirizadas eram utilizadas para:
Intimidar, ameaçar e calar desafetos comerciais e antigos sócios;
Obter de forma ilícita e mediante suborno informações sigilosas de bancos de dados estatais;
Rastrear, monitorar e espionar o andamento das investigações conduzidas pelos policiais federais e fiscais fazendários.
O corpo de advogados do empresário tenta reverter a custódia fechada por meio de pedidos de prisão domiciliar ou transferência para ala médica, alegando a incompatibilidade do estado de saúde mental do preso com o regime disciplinar da Nelson Hungria. A PF mantém as diligências ativas para localizar os ativos bilionários que ainda não foram recuperados pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
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