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Rede Globo amplia cobertura na China e é criticada por trazer viés pró-regime chinês para o Brasil

Internautas acusam emissora de suavizar temas ligados ao regime chinês após acordo de cooperação com grupo estatal ligado ao aparato de propaganda do Partido Comunista Chinês.

Por Natan AMPOST

23/05/2026 às 07:00 - Atualizado em 02/06/2026 às 11:01

Resumo 


A estreia da série “Entre 2 Mundos”, exibida pela Globo no Fantástico, reacendeu críticas nas redes sociais sobre a parceria da emissora com a estatal chinesa China Media Group. Internautas e comentaristas apontam risco de propaganda favorável ao regime chinês em conteúdos exibidos na TV brasileira.

Notícias do Brasil – A estreia da série “Entre 2 Mundos”, exibida no Fantástico, provocou forte repercussão nas redes sociais e reacendeu críticas contra a TV Globo por sua parceria institucional com o China Media Group, grupo de comunicação controlado pelo governo chinês.

A produção, apresentada pelo repórter Felipe Santana diretamente da China, foi lançada como parte da expansão da cobertura internacional da emissora. Segundo a Globo, a proposta da série é oferecer um “olhar brasileiro” sobre o país asiático, em contraste com abordagens adotadas pela imprensa norte-americana.

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O discurso, porém, gerou reação negativa entre críticos, comentaristas políticos e usuários das redes sociais, que passaram a questionar se a cobertura estaria funcionando como uma vitrine positiva para o governo chinês sem abordar temas considerados sensíveis relacionados ao regime de Xi Jinping.

Série exibida no Fantástico virou alvo de críticas

A série “Entre 2 Mundos”, composta por seis episódios, começou a ser exibida no domingo (27) no Fantástico e também terá espaço no Jornal Nacional.

Além do repórter Felipe Santana, o cinegrafista Lucas Luz também foi deslocado para a China para participar da produção.

Nas redes sociais, críticos acusaram a emissora de destacar avanços econômicos, tecnologia e modernização chinesa sem aprofundar debates sobre temas como censura estatal, repressão política, vigilância em massa e restrições à liberdade de expressão.

Entre os assuntos citados por usuários como “ausentes” na cobertura estão a situação de Hong Kong, denúncias internacionais envolvendo direitos humanos e mecanismos de controle digital adotados pelo governo chinês.

Globo mantém parceria com estatal ligada ao Partido Comunista Chinês

As críticas aumentaram após internautas relembrarem que o Grupo Globo assinou, em 2019, um memorando de cooperação com o China Media Group.

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O acordo prevê colaboração em áreas como produção de conteúdo, intercâmbio de programas, transmissões esportivas, entretenimento e desenvolvimento tecnológico envolvendo tecnologias 5G, 4K e 8K.

O ponto que gerou maior controvérsia é o fato de o China Media Group ser diretamente ligado ao aparato estatal chinês. O atual presidente do grupo, Shen Haixiong, também atua como vice-diretor do Departamento de Comunicação do Comitê Central do Partido Comunista Chinês.

Leia também: Havan fecha patrocínio de R$ 235 milhões para Copa de 2026 na Globo

Nas redes sociais, críticos passaram a afirmar que a parceria levanta dúvidas sobre a independência editorial de conteúdos relacionados à China exibidos pela emissora brasileira.

Comparações com casos investigados nos EUA

A repercussão ganhou novo fôlego após o advogado Frederico Junkert comparar o caso da Globo com situações investigadas nos Estados Unidos envolvendo influência chinesa em instituições e governos locais.

Um dos exemplos citados foi o da ex-prefeita Eileen Wang, que renunciou ao cargo em uma cidade da Califórnia após admitir ter promovido propaganda favorável ao governo chinês sob orientação de autoridades de Pequim.

Segundo autoridades americanas, Wang teria atuado entre 2020 e 2022 em ações de influência relacionadas ao governo chinês. O caso passou a ser utilizado por críticos nas redes como comparação ao avanço de conteúdos considerados simpáticos à China em veículos internacionais.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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