Suplente de Alcolumbre é indiciado pela PF por suspeita de fraude em licitações do DNIT
Além de Breno Pinto, o superintendente regional do DNIT no Amapá, Marcello Linhares, também foi alvo de indiciamento.
- Foto: Reprodução
Resumo
A Polícia Federal indiciou o empresário Breno Chaves Pinto por suposto envolvimento em fraudes em licitações do DNIT no Amapá. O caso também envolve acusações de tráfico de influência, corrupção ativa e associação criminosa.
Notícias do Brasil – A investigação da Polícia Federal aponta que Breno Chaves Pinto, segundo suplente do senador Davi Alcolumbre, teria atuado em um esquema de direcionamento de contratos públicos ligados ao DNIT no Amapá.
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Segundo o inquérito, o empresário foi indiciado pelos crimes de associação criminosa, tráfico de influência e corrupção ativa.
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Superintendente do DNIT também foi indiciado
Além de Breno Pinto, o superintendente regional do DNIT no Amapá, Marcello Linhares, também foi alvo de indiciamento.
De acordo com a PF, ele é investigado por associação criminosa, violação de sigilo funcional e fraude em licitações públicas. As investigações tiveram origem em operação deflagrada no ano passado para apurar supostas irregularidades em contratos ligados ao órgão federal responsável por obras em rodovias.
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PF aponta influência política em contratos
Segundo a investigação, Breno Pinto utilizaria sua proximidade política com Davi Alcolumbre para obter vantagens indevidas e influenciar decisões administrativas dentro do DNIT. A Polícia Federal afirma ter encontrado mensagens trocadas entre o empresário e o dirigente do órgão tratando de licitações e liberação de recursos federais.
Em uma das conversas citadas no inquérito, o superintendente do DNIT teria pedido ao empresário que acionasse o presidente do Senado para pressionar pela liberação de empenhos.
Justiça não encontrou participação direta de Alcolumbre
Apesar das referências ao nome do senador durante as investigações, a Polícia Federal informou não ter encontrado indícios de participação direta de Davi Alcolumbre nas supostas irregularidades.
Por isso, o caso permaneceu na Justiça Federal do Amapá e não foi enviado ao Supremo Tribunal Federal. Em nota, a assessoria de Alcolumbre afirmou que o senador não possui relação com a atuação empresarial do suplente e que não interfere em decisões administrativas do DNIT.
Com a conclusão do inquérito, o processo deve ser encaminhado ao Ministério Público Federal, responsável por decidir se apresentará denúncia formal à Justiça.
A PF também investiga contratos ligados a obras financiadas com recursos do chamado orçamento secreto destinados ao Amapá. Breno Pinto, empresário do setor da construção civil e piloto de motovelocidade, já havia sido alvo de buscas em investigações anteriores envolvendo contratos públicos no estado.
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