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Especialistas alertam para riscos do uso de insulina após morte de Gabriel Ganley

Especialistas afirmam que o uso inadequado de insulina por pessoas não diabéticas pode provocar coma e até morte.

Por Beatriz Silveira

24/05/2026 às 12:44 - Atualizado em 02/06/2026 às 10:43

influenciador fitness gabriel ganley

Foto: Reprodução/ Instagram

Resumo

A morte do influenciador fitness e fisiculturista Gabriel Ganley, de 22 anos, levantou discussões sobre os riscos do uso de insulina e anabolizantes no fisiculturismo. Especialistas alertam que o uso inadequado do hormônio pode provocar hipoglicemia grave, coma e até morte, especialmente em pessoas que não possuem diabetes.

Notícias do Brasil – A morte do influenciador fitness e fisiculturista Gabriel Ganley, aos 22 anos, reacendeu debates sobre os riscos do uso de insulina e anabolizantes no universo do fisiculturismo.

O jovem foi encontrado morto dentro de casa, em São Paulo, no último sábado (23). Embora a causa oficial da morte ainda não tenha sido divulgada, informações preliminares apontam a possibilidade de um quadro severo de hipoglicemia.

A suspeita levantou questionamentos nas redes sociais sobre o uso de insulina por atletas em busca de ganho muscular e definição corporal.

Insulina pode ser usada como substância anabolizante

Segundo especialistas, apesar de ser um hormônio essencial para pacientes diabéticos, a insulina também possui propriedades anabolizantes e vem sendo utilizada de forma irregular por alguns praticantes de fisiculturismo.

De acordo com Último Libânio da Costa, presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica de Minas Gerais (SBCM-MG), a substância pode estimular a síntese de proteínas e favorecer o ganho de massa muscular.

“A insulina exerce efeitos anabólicos no músculo esquelético através da síntese proteica e da redução da degradação das proteínas”, explicou.

No entanto, o médico alertou que o uso da substância por pessoas não diabéticas pode provocar consequências graves.

Hipoglicemia grave pode levar à morte

A endocrinologista Flávia Coimbra Pontes Maia, diretora da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), explicou que o excesso de insulina pode provocar uma queda brusca dos níveis de glicose no sangue. Segundo ela, os primeiros sintomas costumam incluir suor frio, tremores, fome intensa e mal-estar.

Quando a glicemia cai de forma severa, o cérebro pode ser afetado, causando confusão mental, irritabilidade, perda de consciência, coma e até morte.

“A insulina é um hormônio essencial à vida, mas em excesso pode provocar hipoglicemia grave”, afirmou a médica.

Dietas restritivas aumentam os riscos

Especialistas alertam que os riscos são ainda maiores em atletas submetidos a dietas restritivas, especialmente aquelas com baixo consumo de carboidratos, comuns em períodos de preparação para competições de fisiculturismo. Segundo Flávia Maia, em alguns casos o organismo deixa de emitir sinais iniciais de alerta da hipoglicemia, fazendo com que a pessoa evolua rapidamente para quadros graves.

“Se não houver alguém por perto para administrar açúcar rapidamente, a pessoa pode morrer”, explicou.

Debate sobre anabolizantes ganhou força nas redes

Após a morte de Gabriel Ganley, internautas passaram a discutir nas redes sociais os protocolos extremos adotados em preparações físicas, incluindo o uso de anabolizantes, dietas severas e estratégias de definição muscular. O caso também reacendeu discussões sobre os impactos dessas práticas na saúde de atletas e jovens influenciados pelo universo fitness.

Leia também: Colisão frontal na avenida Margarita deixa um morto e três feridos em Manaus

Insulina possui uso médico específico

Os especialistas reforçam que a insulina possui indicações médicas específicas e deve ser utilizada apenas com prescrição e acompanhamento profissional.

Além do tratamento do diabetes, o hormônio pode ser usado em situações hospitalares específicas, como casos de hipercalemia, pacientes críticos e descompensações metabólicas.

Mesmo nesses cenários, o uso exige monitoramento rigoroso devido ao risco de hipoglicemia.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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