Odebrecht e empresas ligadas a Vorcaro dividem empreendimentos milionários de luxo
Projetos somam centenas de apartamentos e incluem imóveis de alto padrão em bairros nobres.
- Foto: Divulgação
Resumo
Empresas ligadas à Novonor mantêm sociedades em empreendimentos imobiliários de São Paulo com fundos atribuídos pela Justiça ao empresário Daniel Vorcaro. Os projetos incluem imóveis de luxo e estão sob impacto de medidas cautelares determinadas pela Justiça paulista.
Notícias do Brasil – Empreendimentos imobiliários localizados em áreas valorizadas de São Paulo aproximaram empresas ligadas à Novonor de fundos atribuídos ao empresário Daniel Vorcaro.
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Os projetos envolvem sociedades entre a Orion Empreendimentos — braço relacionado ao legado imobiliário da antiga Odebrecht — e empresas associadas a fundos apontados judicialmente como ligados ao banqueiro.
Entre os projetos citados estão edifícios residenciais de alto padrão e empreendimentos de uso misto em bairros nobres da capital paulista, como Itaim Bibi, Vila Nova Conceição e Bela Vista.
Um dos empreendimentos concluídos recentemente possui apartamentos de luxo avaliados em milhões de reais. Outros projetos seguem em fase de construção, comercialização ou preparação para lançamento. Ao todo, as sociedades envolvem centenas de unidades residenciais e comerciais.
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Justiça determinou medidas cautelares
As empresas associadas aos projetos passaram a ser impactadas por decisões da 3ª Vara de Falências de São Paulo, que determinou averbações de pendências judiciais relacionadas a fundos e sociedades atribuídos a Vorcaro.
Segundo informações do processo, os fundos teriam sido utilizados como instrumentos patrimoniais ligados ao empresário, dentro de investigações voltadas à recuperação de ativos relacionados ao antigo Banco Master. As medidas judiciais possuem caráter cautelar e antecedem eventual ação voltada à recuperação de bens.
OR diz que desconhecia vínculos
Em nota, a OR — braço imobiliário da Novonor — afirmou que não possui nem manteve relação societária direta com o Banco Master ou com Daniel Vorcaro.
A empresa declarou que os aportes financeiros foram negociados em 2022 com companhias ligadas ao então CEO do banco, Augusto Lima, e que os processos de governança e due diligence não identificaram relação das investidoras com Vorcaro à época. A incorporadora também informou que iniciou medidas para encerrar associações com as empresas após tomar conhecimento das investigações pela imprensa.
Projetos seguem registrados
Apesar da manifestação da OR, o texto aponta que alterações societárias envolvendo alguns dos empreendimentos ainda não teriam sido formalizadas junto à Junta Comercial. Os projetos imobiliários citados incluem sociedades com empresas como Magma, Verde Bahia e Pérgamo, todas relacionadas aos fundos investigados judicialmente.
O episódio amplia a repercussão em torno de Daniel Vorcaro e de empresas ligadas ao antigo controlador do Banco Master, que vêm sendo alvo de investigações e medidas judiciais relacionadas à movimentação patrimonial e financeira.As apurações seguem em andamento na Justiça paulista.
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