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Delegado diz que versão de Jairinho e Monique sobre morte de Henry era “farsa ensaiada”

Depoimento no Tribunal do Júri apontou inconsistências nas versões apresentadas pelo casal após a morte da criança.

Por Beatriz Silveira

26/05/2026 às 22:38 - Atualizado em 02/06/2026 às 09:51

Foto do delegado Edson Henrique Damasceno durante depoimento no julgamento de Henry Borel

Foto: Reprodução/CNN Brasil

Resumo

 

Notícias do Brasil –  O delegado Edson Henrique Damasceno, responsável pela investigação inicial da morte de Henry Borel Medeiros, afirmou nesta terça-feira (26) que a versão apresentada por Jairo Souza Santos Júnior e Monique Medeiros após a morte da criança foi uma “farsa ensaiada”.

A declaração foi feita durante o segundo dia do julgamento do casal no II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro. Os dois respondem por homicídio triplamente qualificado, tortura, fraude processual e coação no curso do processo.

Delegado apontou contradições e lesões incompatíveis

Durante o depoimento, Damasceno afirmou que as investigações demonstraram que os relatos apresentados pelo casal eram incompatíveis com as provas coletadas pela polícia.

“No decorrer da investigação, mostramos que tudo era uma farsa ensaiada. As versões apresentadas eram mentirosas, e as lesões sofridas pelo menino eram incompatíveis com qualquer queda de cama”, declarou o delegado.

Segundo ele, o caso chegou inicialmente à delegacia como suspeita de acidente doméstico. No entanto, inconsistências nos depoimentos passaram a levantar suspeitas sobre a versão apresentada por Jairinho e Monique.

Polícia afirma que Jairinho tentou evitar perícia no corpo

O delegado também relatou ao júri que Dr. Jairinho teria tentado impedir que o corpo da criança fosse encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML).

De acordo com Damasceno, o ex-vereador procurou um alto executivo do hospital para tentar fazer com que o óbito fosse atestado na própria unidade de saúde, sem necessidade de perícia.

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O pedido teria sido negado. Posteriormente, exames realizados no IML identificaram lesões incompatíveis com a versão de acidente doméstico apresentada pelo casal.

“Se o corpo não tivesse ido para o IML, a mentira iria seguir”, afirmou o delegado durante o julgamento.

Monique sabia das agressões, afirma delegado

Durante o depoimento, Damasceno também afirmou que Monique Medeiros tinha conhecimento das agressões sofridas pelo filho antes da morte.

Segundo o delegado, testemunhas como a babá e a avó de Henry teriam sido orientadas por advogados a mentirem nos primeiros depoimentos prestados à polícia.

O policial relatou ainda que Henry já havia sido levado anteriormente a uma unidade de saúde em Bangu com lesões consideradas suspeitas.

Julgamento deve durar até 10 dias

O julgamento do caso Henry Borel deve durar entre sete e dez dias. Nesta terça-feira, também estavam previstos os depoimentos da delegada Ana Carolina Medeiros e do perito Luiz Carlos Prestes.

A babá Thayná deverá ser ouvida nos próximos dias.

No início da tarde, o advogado Sérgio Figueiredo anunciou que deixará a defesa de Jairinho, criticando a continuidade do júri após o infarto sofrido pelo advogado Fabiano Lopes, integrante da equipe de defesa.

Relembre o caso Henry Borel

Henry Borel morreu na madrugada de 8 de março de 2021, no apartamento onde vivia com a mãe e o padrasto, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro.

Na época, Monique Medeiros e Dr. Jairinho alegaram que a criança havia sido encontrada desacordada no imóvel.

O menino foi levado ao hospital com lesões graves, mas os médicos constataram morte causada por hemorragia interna e laceração hepática.

Os réus seguem sustentando a versão de acidente doméstico.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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