Juiz prevê até quatro dias de julgamento do caso Débora: “Júri de alta complexidade”
Promotor classificou o crime como um dos mais brutais da história do Amazonas e afirmou que o Ministério Público vai pedir pena máxima aos acusados.

FOTO: AM POST
Resumo:
O julgamento dos acusados pela morte de Débora da Silva Alves, grávida de oito meses, começou nesta terça-feira (27), em Manaus. O juiz Fábio Alfaia afirmou que o caso é de “alta complexidade” e prevê duração de até quatro dias. Já o promotor André Martins classificou o crime como um dos mais brutais da história do Amazonas e disse que o Ministério Público pedirá a pena máxima aos réus.
Notícias do Amazonas – O julgamento dos acusados pela morte de Débora da Silva Alves, grávida de oito meses, começou nesta terça-feira (27), no Fórum Ministro Enoque Reis, em Manaus, e deve durar entre três e quatro dias, segundo o juiz Fábio Alfaia, responsável por presidir o Tribunal do Júri.
Durante entrevista, o magistrado afirmou que o caso exige uma grande estrutura por conta da complexidade do processo e da quantidade de provas e testemunhas.
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“É um júri de alta complexidade desde a primeira fase que nós conduzimos e agora para presidir a plenária”, declarou.
Segundo o juiz, a previsão é que os trabalhos avancem de forma gradual para evitar desgaste dos jurados.
“Não vejo como seja interessante fazer o jurado ir até madrugada e decidir extenuado”, afirmou.
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Oitiva de testemunhas marca primeiro dia
De acordo com Fábio Alfaia, o primeiro dia do julgamento deve ser dedicado principalmente à oitiva das testemunhas e resolução de questões técnicas apresentadas pelas partes.
“Hoje vai ser um dia dedicado à oitiva das testemunhas”, explicou.
O magistrado também afirmou que o interrogatório dos réus pode acontecer apenas no segundo dia de julgamento.
MP chama crime de brutal
O promotor André Martins classificou o assassinato de Débora como um dos casos mais violentos já registrados no Amazonas.
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“Estamos diante de um dos casos mais violentos e brutais da história do Estado do Amazonas”, afirmou.
Segundo o Ministério Público, Débora foi assassinada quando estava grávida de oito meses. O órgão sustenta que os dois réus participaram ativamente do crime.
“O Ministério Público defende a coautoria. Ambos participaram de forma ativa e permanente neste crime”, disse o promotor.
Pena pode chegar a 30 anos
Ainda conforme André Martins, os acusados respondem por feminicídio qualificado, já que o crime ocorreu em 2023.
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“A pena máxima possivelmente é de 30 anos”, destacou.
O promotor afirmou que o Ministério Público vai pedir a aplicação da pena máxima para ambos os réus.
Relembre o caso
Débora foi morta em julho de 2023. Segundo as investigações, ela foi atraída por Gil Romero Machado Batista até o Distrito Industrial sob a promessa de receber dinheiro para o enxoval do bebê.
No local, ela teria sido assassinada e teve o corpo colocado dentro de um tambor incendiado. O bebê Arthur, que ela esperava, também morreu.
O caso teve grande repercussão em todo o Amazonas pela crueldade do crime.
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