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Veja lista das fintechs alvo de nova fase da Operação Carbono Oculto

Nova fase da Operação Carbono Oculto cumpre 55 mandados e investiga lavagem de dinheiro, fraudes fiscais e uso de bancos paralelos ligados ao crime organizado.

Por Arquipo Goes

28/05/2026 às 13:11 - Atualizado em 01/06/2026 às 14:55

imagem divulgação ministério público de são paulo sobre a operação fluxo oculto

FOTO: Divulgação/Ministério Público de São Paulo

Resumo

A nova fase da Operação Carbono Oculto colocou na mira fintechs e empresas suspeitas de integrar um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC no setor de combustíveis. A ação acontece em cinco estados e investiga fraudes fiscais, adulteração de combustíveis e movimentações financeiras milionárias.

 

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Notícias do Brasil – O Ministério Público de São Paulo (MPSP) deflagrou, nesta quinta-feira (28), a Operação Fluxo Oculto, nova etapa da Carbono Oculto, para investigar a atuação do Primeiro Comando da Capital (PCC) no mercado de combustíveis e no sistema financeiro paralelo utilizado pela facção.

A operação cumpre 55 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro, com apoio da Receita Federal, Agência Nacional do Petróleo (ANP), polícias Civil e Militar e órgãos fazendários.

Leia também: Caso Débora: família reage à defesa de Gil Romero no segundo dia de julgamento em Manaus

Fintechs investigadas

Segundo o Ministério Público, seis fintechs e empresas ligadas ao grupo são suspeitas de atuar como “bancos paralelos” da organização criminosa, realizando movimentações financeiras internas para distribuidoras, postos de combustíveis, empresas de fachada e fundos de investimento.

Entre os alvos da operação estão:

  • Ceopag Instituição de Pagamento
  • Ceopar
  • Fundopay S.A.
  • XBR Participações
  • America Payment S.A
  • Sispay Instituição de Pagamento
  • Vpay Instituição de Pagamento
  • May Servex Negócios Imobiliários
  • Smart Solutions Instituição de Pagamento
  • Smart Safe Locação e Processamento de Dados
  • YAW Instituição de Pagamento S.A
  • Ello Gestora de Recursos Ltda

Fraudes e lavagem de dinheiro

As investigações apontam que o grupo utilizava fintechs, empresas de fachada e fundos milionários para ocultar recursos obtidos com fraudes tributárias, adulteração de combustíveis e movimentações ilegais ligadas ao PCC.

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De acordo com o MPSP, o esquema também envolvia o desvio de nafta petroquímica — solvente derivado do petróleo — usada na adulteração de combustíveis vendidos clandestinamente.

As autoridades identificaram ainda o uso de “laranjas”, incluindo parentes, pessoas em vulnerabilidade social e até presos, para abertura de empresas em diversos estados.

imagem divulgação ministério público de são paulo sobre a operação fluxo oculto

FOTO: Divulgação/Ministério Público de São Paulo

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FOTO: Divulgação/Ministério Público de São Paulo

Fundos milionários sob investigação

Quatro fundos de investimento investigados na operação possuem patrimônio estimado em cerca de R$ 205 milhões. Segundo o Ministério Público, houve crescimento superior a 200% no volume financeiro movimentado em pouco mais de um ano.

Os investigadores afirmam que os recursos eram utilizados para ocultar os verdadeiros beneficiários do esquema e fortalecer a estrutura financeira da organização criminosa.

imagem divulgação ministério público de são paulo sobre a operação fluxo oculto

FOTO: Divulgação/Ministério Público de São Paulo

Operação busca desmontar estrutura financeira do PCC

A Operação Fluxo Oculto é considerada um desdobramento das investigações iniciadas em 2025 com a Carbono Oculto, que revelou a infiltração do crime organizado no setor de combustíveis e em instituições financeiras.

Segundo o Ministério Público, o objetivo agora é atingir diretamente os mecanismos de lavagem de dinheiro que sustentam economicamente as organizações criminosas.

As empresas citadas ainda podem se manifestar oficialmente sobre as investigações.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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