Julgamento da morte de Henry Borel entra no sexto dia neste sábado
Pai da criança segue prestando depoimento; expectativa é de que júri se estenda por mais alguns dias.

(Foto: divulgação)
Resumo
O julgamento da morte de Henry Borel entrou no sexto dia neste sábado (30), no Rio de Janeiro. O pai da criança, Leniel Borel, segue prestando depoimento, enquanto Jairinho e Monique Medeiros respondem por homicídio triplamente qualificado, tortura, coação no curso do processo e fraude processual.
Notícias do Brasil – O julgamento da morte do menino Henry Borel chegou ao sexto dia neste sábado (30), no II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro. A sessão dá continuidade às oitivas de testemunhas e aos depoimentos considerados centrais para o processo que apura a morte da criança, ocorrida em março de 2021.
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Entre os momentos mais aguardados está o depoimento de Leniel Borel, pai de Henry, que começou a ser ouvido durante a sessão de sexta-feira (29). O relato dele deve continuar ao longo deste sábado e é considerado uma das etapas mais importantes do julgamento.
Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, e Monique Medeiros são réus no processo e respondem pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, tortura, coação no curso do processo e fraude processual. Segundo a denúncia do Ministério Público, Jairinho teria provocado as lesões que causaram a morte da criança, enquanto Monique teria se omitido diante das agressões.
Depoimentos e provas técnicas marcaram os primeiros dias
Durante os primeiros dias de julgamento, foram ouvidos delegados responsáveis pelas investigações, médicos legistas, peritos e testemunhas ligadas ao caso. As provas técnicas apresentadas ao júri apontaram que as 23 lesões encontradas no corpo de Henry eram incompatíveis com a versão de acidente doméstico apresentada pela defesa.
No quarto dia de julgamento, uma ex-enteada e uma ex-namorada de Jairinho prestaram depoimento relatando episódios de violência. A jovem, atualmente com 18 anos, descreveu situações de agressões físicas e afogamentos sofridos durante a infância.
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O Conselho de Sentença é formado por sete jurados sorteados entre cidadãos comuns. A sessão é presidida pela juíza Elizabeth Machado Louro.
O rito processual ainda prevê a oitiva das testemunhas restantes, seguida pelos interrogatórios dos réus e pelos debates finais entre acusação e defesa. Ao todo, 27 testemunhas devem ser ouvidas ao longo do julgamento.
A expectativa da promotoria é que os trabalhos se estendam entre sete e dez dias devido à complexidade do caso. Caso haja condenação com pena superior a 15 anos, a Justiça poderá determinar a prisão imediata dos acusados ainda no tribunal.
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O caso teve repercussão nacional após a morte de Henry Borel, de 4 anos, e deu origem à Lei Henry Borel, criada para fortalecer mecanismos de proteção a crianças e adolescentes vítimas de violência doméstica.
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