EUA negam influência de Flávio Bolsonaro em decisão sobre PCC e CV
Porta-voz afirmou que a classificação das facções brasileiras faz parte das estratégias adotadas pelos EUA para combater grupos criminosos.
- Foto: Redes Sociais
Resumo
Os Estados Unidos negaram que o senador Flávio Bolsonaro tenha influenciado a decisão de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações “narcoterroristas”. A declaração foi feita pela porta-voz do Departamento de Estado para assuntos do Brasil.
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Notícias do Brasil – O governo dos Estados Unidos afirmou nesta sexta-feira (29) que a decisão de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações “narcoterroristas” não teve participação direta do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
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A declaração foi feita por Amanda Roberson, porta-voz do Departamento de Estado norte-americano para assuntos relacionados ao Brasil, durante entrevista à GloboNews.
Porta-voz afirma que decisão foi tomada por Trump e Rubio
Questionada sobre uma possível influência de Flávio Bolsonaro na medida anunciada pelos Estados Unidos, Amanda Roberson negou qualquer interferência do parlamentar brasileiro. Segundo ela, as decisões relacionadas à política externa e segurança norte-americana são tomadas exclusivamente pelo presidente Donald Trump e por integrantes do governo dos EUA, como o secretário de Estado, Marco Rubio.
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A porta-voz também afirmou que a classificação das facções brasileiras faz parte das estratégias adotadas pelos Estados Unidos para combater grupos criminosos que possuem atuação internacional.
Flávio havia afirmado ter feito pedido aos EUA
Antes da declaração oficial norte-americana, aliados de Flávio Bolsonaro passaram a associar a decisão dos EUA a uma reunião realizada entre o senador e integrantes do governo Trump na Casa Branca.
Após o encontro, Flávio declarou publicamente que havia solicitado aos americanos o enquadramento do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas. Segundo o senador, o secretário de Estado Marco Rubio teria recebido o pedido de forma positiva.
Medida deve entrar em vigor em junho
O governo dos Estados Unidos informou que a classificação das facções brasileiras deve começar a valer oficialmente a partir de 5 de junho. A medida amplia instrumentos legais utilizados pelos norte-americanos para combate ao crime organizado internacional, incluindo mecanismos de monitoramento financeiro e cooperação internacional.
A decisão norte-americana provocou repercussão no cenário político brasileiro e também mobilizou discussões sobre possíveis impactos diplomáticos, econômicos e jurídicos envolvendo o Brasil. Até o momento, Flávio Bolsonaro não comentou diretamente a declaração feita pela representante do Departamento de Estado dos EUA.
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