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Veja a posição dos deputados do Amazonas quando Congresso rejeitou equiparar facções criminosas a organizações terroristas

Câmara aprovou texto com ampla maioria, mas equiparação ao terrorismo acabou rejeitada.

Por Jonas Souza

01/06/2026 às 15:55 - Atualizado em 02/06/2026 às 08:22

Resumo

A bancada federal do Amazonas votou favoravelmente ao Projeto de Lei Antifacção, debatido no Congresso Nacional em fevereiro deste ano. Embora a proposta tenha endurecido medidas contra organizações criminosas, a equiparação de facções como PCC e Comando Vermelho a grupos terroristas acabou rejeitada durante a tramitação.

Notícias de Política – A decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas reacendeu no Brasil o debate sobre o tratamento jurídico das facções criminosas.

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No Congresso Nacional, a discussão já havia ocorrido em fevereiro deste ano durante a análise do chamado Projeto de Lei Antifacção, que ampliou mecanismos de combate às organizações criminosas, mas acabou sem incluir a classificação formal de facções como grupos terroristas.

Bancada do Amazonas votou unida a favor do projeto

Na Câmara dos Deputados, todos os parlamentares da bancada do Amazonas votaram favoravelmente ao texto do PL Antifacção.

Os deputados amazonenses que apoiaram a proposta foram:

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  • Amom Mandel (Cidadania)
  • Átila Lins (PSD)
  • Adail Filho (Republicanos)
  • Capitão Alberto Neto (PL)
  • Fausto Jr. (União Brasil)
  • Saullo Vianna (União Brasil)
  • Silas Câmara (Republicanos)
  • Sidney Leite (PSD)

A proposta foi aprovada por ampla maioria na Câmara, com 370 votos favoráveis e 110 contrários. No Senado, o texto recebeu aprovação unânime.

Equiparação ao terrorismo acabou rejeitada

Apesar do endurecimento da legislação contra organizações criminosas, os trechos que discutiam a possibilidade de enquadrar facções criminosas como organizações terroristas não avançaram no Congresso.

As propostas debatidas durante a tramitação também não citavam nominalmente facções específicas, como PCC ou Comando Vermelho. Quando o projeto retornou à Câmara após análise do Senado, a votação ocorreu de forma simbólica, sem registro individual dos votos dos deputados.

Debate ganhou força após decisão dos EUA

A discussão voltou ao centro do debate político após o governo dos Estados Unidos anunciar, na última quinta-feira (28), a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas. A medida foi divulgada após visita do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a Washington. A decisão norte-americana pode ampliar mecanismos de cooperação internacional no combate às facções, especialmente em áreas relacionadas a lavagem de dinheiro, tráfico internacional e bloqueio de ativos financeiros.

Mesmo sem a tipificação como terrorismo, o PL Antifacção aprovado pelo Congresso endureceu regras contra organizações criminosas e ampliou instrumentos de investigação e punição. O texto faz parte de uma série de medidas discutidas nacionalmente para reforçar o combate ao crime organizado no país.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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