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Entenda o caso da mulher de 37 anos que fingiu ser adolescente e enganou famílias em vários estados do Brasil

Mulher viveu por 14 meses como filha adotiva em Joinville e é investigada por estelionato e falsa identidade.

Por Natan AMPOST

04/06/2026 às 11:19

Resumo 


A prisão de Amanda Maria Souza de Oliveira, de 37 anos, revelou um esquema de falsa identidade que se repetiu em diversos estados brasileiros. Apresentando-se como adolescente vulnerável, ela conquistava a confiança de famílias e comunidades religiosas para obter abrigo, alimentação e apoio financeiro. Entenda como o golpe funcionava e por que a Polícia Civil investiga casos semelhantes em pelo menos sete estados.

Notícias do Brasil – A prisão de Amanda Maria Souza de Oliveira, de 37 anos, em Joinville (SC), trouxe à tona um caso que chamou a atenção das autoridades e da população em diferentes regiões do país. A mulher é suspeita de ter se passado por adolescente durante anos para conquistar a confiança de famílias, obter acolhimento e receber benefícios materiais. Segundo a Polícia Civil, o mesmo método já teria sido utilizado em diversos estados brasileiros.

A investigada foi presa após uma série de apurações apontarem que ela mantinha uma identidade falsa e enganava pessoas ao relatar histórias de abandono, maus-tratos e vulnerabilidade social. O caso ganhou repercussão nacional devido à complexidade do esquema e ao tempo em que conseguiu sustentar a fraude.

Como Amanda conseguiu se infiltrar em uma família

De acordo com a investigação, Amanda chegou a Joinville apresentando-se como “Gabriele”, uma suposta adolescente que teria fugido do Pará após sofrer violência familiar. Comovidos pela narrativa, integrantes de uma comunidade religiosa decidiram ajudá-la.

Inicialmente, ela recebeu apoio financeiro e acolhimento de membros da igreja. Com o passar do tempo, aproximou-se ainda mais de uma família da cidade, que acabou abrindo as portas de casa para recebê-la.

Leia mais: Mulher de 37 anos se passa por adolescente e engana família por 14 meses

Durante aproximadamente 14 meses, Amanda viveu como filha adotiva do casal. Conforme relato da Polícia Civil, ela desfrutava de uma rotina confortável, com acesso a bens, cuidados e apoio constante dos responsáveis.

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Segundo o delegado Rodrigo Bueno Gusso, responsável pela investigação, a suspeita construiu um forte vínculo emocional com as vítimas, o que dificultou qualquer desconfiança inicial.

O método utilizado para sustentar o disfarce

As investigações apontam que Amanda desenvolveu uma estratégia elaborada para convencer as pessoas de que era uma adolescente.

Além de afirmar possuir autismo e outras condições clínicas, ela alegava que sua aparência física mais madura seria consequência do uso forçado de hormônios durante a infância, supostamente relacionado a episódios de abuso.

Para reforçar a personagem, a mulher adotava comportamentos infantilizados. Entre as práticas relatadas pela polícia estão o uso de mamadeira, chupeta e objetos de apego para dormir.

Os investigadores também afirmam que ela costumava alterar o tom de voz, demonstrar forte dependência emocional e simular crises de ansiedade ou pânico, especialmente durante a noite.

A combinação desses elementos ajudava a construir uma imagem de fragilidade que despertava empatia e proteção por parte das pessoas que a acolhiam.

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Como a fraude foi descoberta

A farsa começou a ruir após a intervenção de uma parente da família que acolhia Amanda.

Segundo a Polícia Civil, a mulher nunca acreditou completamente na versão apresentada pela suposta adolescente. Diante das dúvidas, decidiu realizar pesquisas na internet e encontrou relatos de um caso semelhante registrado anteriormente no Rio de Janeiro.

As semelhanças chamaram atenção e levaram a família a procurar as autoridades para verificar a verdadeira identidade da jovem.

A partir desse momento, os investigadores iniciaram um trabalho de cruzamento de informações e descobriram que Amanda possuía histórico semelhante em outras localidades do país.

Casos semelhantes em diferentes estados

Durante o depoimento prestado após a prisão, Amanda teria admitido ter utilizado a mesma estratégia em outras cidades brasileiras.

Entre os locais mencionados estão Porto Alegre (RS), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Chapecó (SC) e Nova Iguaçu (RJ). Além disso, há registros de ocorrências e investigações relacionadas ao nome dela em estados como Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Ceará.

A Polícia Civil de Santa Catarina informou que mantém contato com autoridades de outros estados para verificar a extensão da atuação da suspeita e identificar possíveis vítimas.

As investigações buscam esclarecer se houve obtenção de vantagens financeiras diretas, além dos benefícios relacionados à moradia, alimentação e suporte oferecidos pelas famílias e instituições que a acolheram.

Mandado de prisão e captura em Joinville

A situação jurídica de Amanda já vinha sendo acompanhada por autoridades de outros estados.

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Na segunda-feira (1º), a Justiça de Goiás expediu um mandado de prisão contra a investigada. Na ocasião, seu paradeiro ainda era desconhecido.

Um dia depois, ela foi localizada e presa em Joinville pela Polícia Civil catarinense. A captura ocorreu enquanto as investigações sobre a falsa identidade avançavam.

Após a audiência de custódia realizada na quarta-feira (3), a Justiça determinou a prisão preventiva da suspeita, atendendo a pedido do Ministério Público de Santa Catarina.

Com a decisão, Amanda deverá permanecer detida enquanto as investigações continuam.

Exames psiquiátricos serão realizados

Durante a audiência, a defesa solicitou que a investigada fosse submetida a avaliação psiquiátrica.

A Justiça autorizou a realização dos exames, que deverão ajudar a esclarecer aspectos relacionados ao comportamento da suspeita e sua capacidade de compreender os atos praticados.

Os resultados poderão ser considerados nas próximas etapas do processo judicial.

O que a polícia ainda investiga

Apesar da prisão, o caso está longe de ser encerrado.

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A Polícia Civil trabalha para confirmar todos os locais citados pela investigada e identificar possíveis vítimas em outras regiões do Brasil. Também estão sendo analisados documentos, registros e informações que possam revelar há quanto tempo Amanda utilizava identidades falsas.

As autoridades buscam compreender a dimensão total do esquema e verificar se outras pessoas foram prejudicadas pela atuação da suspeita.

Enquanto isso, Amanda Maria Souza de Oliveira responde por investigações relacionadas aos crimes de falsa identidade e estelionato, em um caso que expôs a vulnerabilidade de famílias que acreditaram estar ajudando uma adolescente em situação de risco.

Comparações com o filme A Órfã ganharam força nas redes sociais

A repercussão do caso levou muitos internautas a compararem a história de Amanda Maria Souza de Oliveira com a trama do filme de terror psicológico A Órfã, lançado em 2009. Embora existam diferenças importantes entre os dois casos, as semelhanças chamaram atenção por envolverem uma mulher adulta que se apresenta como uma criança ou adolescente para conquistar a confiança de famílias.

No filme, um casal decide adotar Esther, uma menina aparentemente educada e inteligente que vive em um orfanato. Com o passar do tempo, porém, comportamentos estranhos e episódios de violência levam a família a descobrir uma verdade chocante: Esther não é uma criança, mas uma mulher adulta que sofre de uma condição rara que impede seu desenvolvimento físico e utiliza a aparência infantil para manipular e se aproximar de novas vítimas.

A produção se tornou um dos filmes de suspense mais conhecidos das últimas décadas justamente pela reviravolta envolvendo a verdadeira identidade da personagem principal.

No caso investigado pela Polícia Civil de Santa Catarina, não há qualquer indício de assassinatos ou crimes violentos semelhantes aos retratados na obra cinematográfica. No entanto, a revelação de que Amanda, aos 37 anos, teria se passado por adolescente durante meses e construído vínculos afetivos profundos com famílias acolhedoras despertou comparações imediatas entre a investigação real e a ficção.

Segundo os investigadores, a suspeita utilizava histórias de sofrimento, alegações de problemas de saúde e comportamentos infantilizados para reforçar sua identidade falsa. A descoberta de que ela já teria repetido o mesmo padrão em diversos estados brasileiros ampliou ainda mais as referências ao enredo do filme nas redes sociais.

Apesar das semelhanças superficiais, as autoridades ressaltam que o caso brasileiro é tratado como uma investigação de falsa identidade e estelionato, sem relação com os crimes violentos retratados em A Órfã.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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