Sob pressão nas redes, oposição perde apoio de três senadores em PEC alternativa à escala 6×1
Texto da oposição no Senado enfrentou críticas após acusações de que abriria brecha para jornadas consecutivas de trabalho sem descanso.
- Foto: reprodução
Resumo
A PEC alternativa à proposta que acaba com a escala 6×1 perdeu apoio de três senadores da oposição após forte repercussão negativa nas redes sociais. Romário, Cleitinho e Zequinha Marinho anunciaram retirada das assinaturas do texto defendido por Rogério Marinho (PL-RN), enquanto cresce a pressão para avanço da proposta aprovada pela Câmara.
Notícias do Brasil – A proposta alternativa à PEC do fim da escala 6×1 apresentada pela oposição no Senado começou a enfrentar dificuldades políticas após perder o apoio de três parlamentares nos últimos dias.
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Os senadores Romário (PL-RJ), Zequinha Marinho (Podemos-PA) e Cleitinho (Republicanos-MG) anunciaram a retirada de suas assinaturas do texto articulado pelo líder da oposição na Casa, Rogério Marinho (PL-RN).
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A movimentação ocorreu após forte repercussão negativa nas redes sociais, onde críticos da proposta passaram a afirmar que o texto poderia abrir brechas para jornadas de até sete dias consecutivos de trabalho. A oposição nega a interpretação e afirma que a proposta busca ampliar a liberdade de negociação entre trabalhadores e empregadores.
Recuo após pressão popular
Um dos primeiros a anunciar o recuo foi o senador Romário. Em publicação nas redes sociais, o parlamentar afirmou que decidiu retirar o apoio após ouvir manifestações da população.
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“Fazer política também é saber ouvir a população”, escreveu o ex-jogador ao comunicar a mudança de posição. Já o senador Zequinha Marinho declarou que retirou a assinatura para permitir o avanço da proposta principal que tramita no Senado.
Segundo ele, a decisão foi tomada “em defesa do trabalhador” e para evitar obstáculos ao debate da PEC aprovada pela Câmara dos Deputados.
Cleitinho defende prioridade para PEC aprovada na Câmara
O senador Cleitinho também se afastou da proposta alternativa e passou a defender prioridade para o texto original que reduz a jornada semanal de trabalho.
Durante discurso no plenário do Senado, o parlamentar afirmou ter experiência pessoal com a escala 6×1 e relatou dificuldades enfrentadas ao longo da vida profissional. “Eu passei na pele, junto com meu pai”, declarou o senador ao pedir que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), acelere a tramitação da PEC aprovada pelos deputados.
Debate sobre jornada de trabalho cresce no Senado
A proposta que prevê o fim da escala 6×1 e reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas ganhou força política após aprovação na Câmara dos Deputados.
Agora, líderes partidários articulam os próximos passos da tramitação no Senado. Davi Alcolumbre informou que deve se reunir com representantes das bancadas nos próximos dias para definir um cronograma de discussão da matéria. Enquanto isso, o debate sobre flexibilização da jornada de trabalho segue dominando as redes sociais e ampliando a pressão sobre parlamentares da oposição e da base governista.
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