Operação investiga infiltração do PCC em órgãos públicos e esquema de extorsão em São Paulo
Ministério Público apura atuação de agentes públicos, vazamento de informações sigilosas e plano contra promotor do Gaeco

FOTO: PCSP/Divulgação
Resumo
O Ministério Público de São Paulo deflagrou nesta terça-feira (9) a Operação Infiltrados para investigar a atuação do PCC dentro de órgãos públicos. As apurações apontam suspeitas de extorsão, vazamento de informações sigilosas e possível colaboração de servidores públicos com integrantes da facção criminosa.
Notícias do Brasil – O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) realizou nesta terça-feira (9) a Operação Infiltrados, que apura um suposto esquema de infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) em instituições públicas, incluindo órgãos ligados à segurança e ao sistema de Justiça.
PUBLICIDADE
A ação é resultado do avanço de investigações que apontam possíveis conexões entre integrantes da facção criminosa e agentes públicos, além de suspeitas de extorsão e acesso indevido a informações sigilosas.
Leia também: Cármen Lúcia critica perdão judicial concedido a Monique Medeiros e rejeita argumento de misoginia
Estagiário do MP é apontado como peça-chave
Segundo as investigações, um estagiário que atuava em uma Promotoria Criminal de Campinas teria utilizado o acesso a sistemas internos para identificar integrantes do PCC com alto poder financeiro.
De acordo com o Ministério Público, o suspeito passou a exigir dinheiro em troca de suposta proteção contra investigações e operações policiais.
As apurações indicam que ele contava com o apoio de outros envolvidos para obter informações restritas e estabelecer contato com possíveis vítimas da extorsão.
Investigação apura ligação com plano contra promotor
Outro foco da operação é um suposto plano articulado por integrantes do PCC para assassinar o promotor de Justiça Amauri Silveira Filho, integrante do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
Segundo o MP, um dos principais investigados pelo planejamento do atentado teria se reunido com o chefe dos investigadores da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) de Campinas poucos dias antes de uma operação policial realizada em 2025.
PUBLICIDADE
As autoridades afirmam possuir registros em vídeo que comprovam o encontro.
Força-tarefa reúne diferentes órgãos
A Operação Infiltrados é um desdobramento das operações Pronta Resposta e Off White e mobiliza integrantes do Gaeco, da Polícia Civil e das corregedorias responsáveis pelo controle interno das forças de segurança.
O objetivo é identificar possíveis vazamentos de informações, apurar a participação de servidores públicos e interromper eventuais canais de colaboração com a organização criminosa.
Mandados são cumpridos em duas cidades
Ao todo, a Justiça autorizou o cumprimento de dez mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão temporária.
As diligências ocorrem nas cidades de Campinas e Cardoso, no interior paulista.
O material apreendido será analisado pelos investigadores e poderá ajudar a identificar outros envolvidos no esquema.
MP busca aprofundar investigações
As autoridades afirmam que a operação representa mais uma etapa no combate à influência do crime organizado dentro de instituições públicas.
O Ministério Público pretende esclarecer o alcance da atuação dos suspeitos e verificar se houve comprometimento de investigações, vazamento de dados sigilosos ou favorecimento a integrantes da facção.
Encontrou algum erro? Clique aqui e nos ajude a melhorar a informação
Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
Siga-nos





