Mulher que fingia ser criança de 12 anos vira ré por estelionato após enganar famílias em vários estados
Investigação aponta atuação em pelo menos sete estados.
- Foto: Reprodução
Resumo
A Justiça de Santa Catarina tornou ré Amanda Maria Souza Oliveira, de 37 anos, acusada de fingir ser uma menina de 12 anos para conseguir abrigo, assistência e acolhimento em diferentes estados do país. Segundo as investigações, ela aplicou golpes semelhantes em Santa Catarina, São Paulo, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Ceará e Rio de Janeiro.
Notícias do Brasil – A Justiça de Santa Catarina aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público e tornou ré Amanda Maria Souza Oliveira, de 37 anos, acusada de se passar por uma adolescente de 12 anos para obter acolhimento, moradia e assistência financeira. A decisão foi tomada nesta terça-feira (9), em Joinville.
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Amanda está presa desde o último dia 2 de junho e responde pelos crimes de estelionato e falsa identidade. Conforme as investigações, ela teria repetido o mesmo padrão de comportamento em diversos estados brasileiros, enganando famílias, conselhos tutelares e instituições de acolhimento.
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Acolhimento terminou em investigação
Segundo o processo, Amanda se aproximou de uma família no distrito de Pirabeiraba, em Joinville, alegando experiência profissional na área de panificação e interesse em conseguir trabalho. Com o passar do tempo, passou a relatar dificuldades pessoais e acabou acolhida pelos moradores.
De acordo com a denúncia, posteriormente ela começou a afirmar que era uma criança em situação de vulnerabilidade social, o que levou a família a custear despesas com alimentação, medicamentos e moradia.
As suspeitas surgiram após familiares das vítimas perceberem inconsistências nos relatos e nas informações apresentadas pela mulher. A partir daí, o caso passou a ser investigado pelas autoridades catarinenses.
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Perícia psicológica foi marcada pela Justiça
Na decisão que recebeu a denúncia, o juiz responsável pelo caso determinou a citação da acusada para apresentação da defesa dentro do prazo legal. Além disso, foi instaurado um incidente de insanidade mental, procedimento que tramita em segredo de Justiça. Uma perícia psiquiátrica foi marcada para o dia 26 de junho.
As investigações apontam que Amanda utilizou diferentes nomes e versões de histórias em cidades de São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Paraná, Rio de Janeiro e Ceará. Em São Paulo, ela teria procurado o Conselho Tutelar afirmando ser uma adolescente vítima de abusos. O relato mobilizou órgãos de proteção, que providenciaram acolhimento em abrigos destinados a menores de idade.
Em outra ocasião, no município de Registro (SP), ela utilizou o nome “Vitória Karoliny” e voltou a dizer que tinha apenas 12 anos. Segundo a Polícia Civil, a mulher relatou falsas histórias de exploração sexual e violência para conseguir assistência.
Suspeitas surgiram após exame ósseo
Em Jundiaí, interior paulista, Amanda voltou a assumir uma identidade falsa, desta vez como “Ana Clara dos Santos Oliveira”. Ela foi encaminhada para atendimento médico, abrigo e acompanhamento psicológico especializado. No entanto, profissionais começaram a desconfiar da idade informada devido às características físicas e ao comportamento apresentado. Um exame de idade óssea confirmou que ela era maior de idade.
Após a descoberta, a Polícia Civil aprofundou as investigações e identificou registros semelhantes envolvendo a mulher em outros estados brasileiros.
Ação penal em São Paulo chegou a ser suspensa
Em São Paulo, Amanda já havia sido indiciada anteriormente por falsidade ideológica e comunicação falsa de crime. O processo chegou a avançar na Justiça, mas acabou suspenso porque ela não foi localizada para responder à ação. Segundo os investigadores, ela costumava criar histórias envolvendo abusos, violência e exploração para sensibilizar instituições públicas e famílias, obtendo acolhimento e benefícios assistenciais.
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