Alcolumbre critica avalanche de projetos de pisos salariais: “Vai precisar de dez Brasis para pagar”
Presidente do Senado afirma que mais de 30 propostas aguardam análise e alerta para impacto nas contas públicas.
- Foto: Carlos Moura/Agencia Senado
Resumo
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, criticou o grande número de propostas que criam pisos salariais para categorias profissionais e afirmou que o país não teria condições de suportar o impacto financeiro dessas medidas. A declaração gerou forte repercussão e críticas nas redes sociais, especialmente entre trabalhadores e representantes de categorias afetadas.
Notícias do Brasil – O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), voltou ao centro do debate político após criticar a quantidade de projetos que propõem a criação de pisos salariais para diferentes categorias profissionais. Durante sessão realizada nesta terça-feira (9), o parlamentar afirmou que a tramitação dessas propostas representa um desafio para o Congresso devido ao elevado impacto fiscal e ao grande volume de matérias em análise.
A declaração ocorreu após o senador Fabiano Contarato (PT-ES) solicitar a inclusão na pauta do Projeto de Lei 4.146/2020, que estabelece um piso salarial nacional para garis e margaridas. Em resposta, Alcolumbre argumentou que não seria possível dar prioridade a uma categoria sem abrir espaço para a apreciação de dezenas de outras propostas semelhantes.
PUBLICIDADE
Ao comentar o cenário, o presidente do Senado fez uma declaração que rapidamente repercutiu nas redes sociais.
“Vai precisar de dez Brasis para pagar”, afirmou.
Mais de 30 propostas estão em tramitação
Segundo Alcolumbre, o Senado analisa atualmente mais de 30 propostas relacionadas à criação de pisos salariais, reajustes remuneratórios e definição de jornadas de trabalho para diferentes categorias profissionais.
O senador destacou que a quantidade de matérias exige cautela do Legislativo, principalmente diante dos possíveis reflexos financeiros para a União, estados e municípios.
PUBLICIDADE
Na avaliação do presidente da Casa, aprovar apenas um projeto poderia gerar pressão para que todos os demais recebessem tratamento semelhante.
“Eu não posso ser seletivo. Se eu votar o piso do cirurgião-dentista, vou ter que votar o dos garis e das margaridas. Se eu votar o do fisioterapeuta, vou ter que votar o do terapeuta ocupacional. Se eu votar um, vou ter que votar todos os outros”, declarou.
#PisoSalarial | O presidente do Senado, @davialcolumbre, pediu cautela nos pedidos para votação de projetos que aumentam o piso salarial de diversas categorias profissionais. Ele alertou para o impacto nas contas públicas, em especial das prefeituras. pic.twitter.com/AA32DOgKPO
— TV Senado (@tvsenado) June 9, 2026
A fala reforçou a principal crítica apresentada por Alcolumbre: o elevado número de propostas que tratam de remuneração profissional e os impactos que uma aprovação em série poderia provocar nas contas públicas.
Reação negativa nas redes sociais
As declarações do presidente do Senado provocaram forte repercussão nas redes sociais. Usuários criticaram principalmente a frase sobre a necessidade de “dez Brasis” para custear os pisos salariais.
Muitos internautas defenderam a valorização de trabalhadores de categorias consideradas essenciais e questionaram a resistência do Congresso em avançar com pautas voltadas à melhoria salarial. Comentários publicados em diferentes plataformas acusaram o senador de ignorar demandas históricas de profissionais que reivindicam melhores condições de remuneração.
Leia mais: Alcolumbre envia ao Senado PEC alternativa ao fim da escala 6×1
PUBLICIDADE
Por outro lado, alguns usuários apoiaram a preocupação demonstrada pelo parlamentar em relação aos impactos fiscais das medidas, argumentando que mudanças dessa magnitude exigem planejamento e análise orçamentária.
Senado deve manter cautela
Para evitar acusações de favorecimento a determinadas categorias, Alcolumbre indicou que pretende adotar um critério uniforme para a tramitação dos projetos.
Segundo ele, não há espaço para selecionar apenas algumas propostas enquanto outras permanecem sem análise.
“Ou eu vou botar todos esses daqui na pauta, todas as PECs, todos os pisos e todas as solicitações, ou eu não vou botar nenhum”, afirmou.
A discussão sobre pisos salariais deve continuar nos próximos meses como uma das pautas mais sensíveis do Congresso Nacional, envolvendo reivindicações de diversas categorias profissionais e debates sobre os limites fiscais do país.
Encontrou algum erro? Clique aqui e nos ajude a melhorar a informação
Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
Siga-nos






