Peru: Com 98% das urnas apuradas, Keiko Fujimori volta a liderar sobre Roberto Sánchez
Keiko Fujimori volta à liderança na reta final da apuração, mas resultado oficial ainda pode demorar semanas

FOTO: Raul Sifuentes/Getty Images Klebher — Vasquez/Anadolu via Getty Images
Resumo
A eleição presidencial do Peru continua em aberto após a retomada da liderança por Keiko Fujimori na contagem dos votos. Com mais de 98% das urnas apuradas, a diferença para Roberto Sánchez é de apenas algumas centenas de votos, mantendo um dos cenários eleitorais mais apertados da história recente do país.
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Notícias do Mundo – A disputa pela Presidência do Peru segue indefinida e marcada por uma diferença mínima entre os candidatos Keiko Fujimori e Roberto Sánchez. Com mais de 98% das urnas apuradas, a candidata conservadora reassumiu a liderança da corrida eleitoral, mantendo uma vantagem de apenas 651 votos sobre o adversário de esquerda.
Dados divulgados pelo Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE) apontam que Keiko Fujimori soma 50,002% dos votos válidos, enquanto Roberto Sánchez aparece com 49,998%, em uma das eleições mais equilibradas já registradas no país.
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Votos do exterior influenciam resultado
A mudança na liderança ocorreu à medida que avançou a contagem dos votos de peruanos residentes no exterior. Entre esse grupo de eleitores, Fujimori registra ampla vantagem, conquistando mais de 63% dos votos contabilizados até o momento.
Durante os primeiros dias da apuração, Sánchez chegou a assumir a dianteira impulsionado pelos votos das regiões rurais. No entanto, a chegada dos resultados internacionais alterou novamente o cenário da disputa.
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Resultado final ainda pode demorar
Apesar do avanço da contagem, a definição oficial do vencedor ainda deve levar semanas. As autoridades eleitorais precisam analisar centenas de milhares de votos ligados a atas impugnadas e recursos apresentados durante o processo eleitoral.
A expectativa é que a conclusão da apuração ocorra apenas nas próximas semanas, após a revisão de todos os documentos questionados.
Geografia dificulta contagem dos votos
O processo eleitoral peruano enfrenta desafios logísticos devido às características geográficas do país. Em diversas localidades isoladas da região amazônica e das áreas montanhosas dos Andes, as urnas precisam ser transportadas por embarcações, animais ou longas rotas terrestres até os centros de apuração.
Além disso, o sistema eleitoral utiliza cédulas impressas, o que torna a contagem mais demorada em comparação com países que adotam sistemas eletrônicos.
Posse está prevista para julho
Quem vencer a disputa assumirá a Presidência do Peru em 28 de julho, para um mandato de cinco anos. O eleito substituirá o presidente interino José María Balcázar.
Enquanto a contagem prossegue, o país acompanha com expectativa os últimos capítulos de uma eleição marcada pelo equilíbrio entre os dois candidatos.
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