Gilmar Mendes faz alerta e diz que STF pode barrar gastos aprovados pelo Congresso
Ministro defendeu responsabilidade fiscal e afirmou que medidas sem previsão de impacto financeiro podem ser consideradas inconstitucionais.

(Foto: divulgação)
Resumo
O ministro Gilmar Mendes afirmou que gastos aprovados pelo Congresso sem estimativa de impacto financeiro podem ser considerados inconstitucionais pelo STF. A declaração ocorre após a aprovação de um projeto que prevê a renegociação de dívidas de produtores rurais.
Notícias do Brasil – O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, afirmou nesta quarta-feira (10) que propostas aprovadas pelo Congresso Nacional que criem despesas ou reduzam receitas sem apresentar estudos de impacto financeiro podem ser consideradas inconstitucionais pela Corte. A declaração foi publicada nas redes sociais e reforça o debate sobre responsabilidade fiscal no país.
PUBLICIDADE
Na manifestação, Gilmar Mendes destacou que a Constituição exige que toda proposta legislativa que gere aumento de gastos obrigatórios ou renúncia de receitas seja acompanhada de estimativas detalhadas sobre os impactos orçamentários e financeiros.
Segundo o ministro, cabe ao Congresso Nacional demonstrar previamente quanto custará cada medida e de onde sairão os recursos necessários para sua execução.
“O Congresso precisa demonstrar quanto custa e de onde sai o dinheiro previamente à aprovação de novos gastos”, afirmou o magistrado.
STF pode invalidar medidas
Gilmar Mendes também alertou que a falta de estudos técnicos e financeiros pode levar à invalidação das propostas aprovadas pelo Legislativo.
PUBLICIDADE
De acordo com o ministro, a criação de despesas sem observância das regras fiscais previstas na Constituição pode resultar na anulação das medidas pelo Supremo Tribunal Federal, tornando-as sem efeito.
A declaração ocorre no mesmo dia em que o Senado Federal aprovou um projeto que autoriza a renegociação de dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos e geopolíticos.
Projeto preocupa equipe econômica
A proposta aprovada pelos senadores pode gerar impacto significativo nas contas públicas. De acordo com o Ministério da Fazenda, o custo potencial da medida pode chegar a R$ 140 bilhões.
O secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan, alertou para os efeitos fiscais da proposta e reforçou a preocupação do governo com a sustentabilidade das contas públicas.
LEIA MAIS: Funcionário do IML é preso acusado de usar celular de homem morto para transferir R$ 7 mil via Pix
Apesar do posicionamento de Gilmar Mendes, o ministro não citou diretamente o projeto aprovado pelo Senado nem qualquer caso específico em tramitação no STF.
Encontrou algum erro? Clique aqui e nos ajude a melhorar a informação
Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
Siga-nos





