Hungria aprova corte de 40% nos salários dos deputados após mudança de governo
Medida proposta pelo primeiro-ministro Péter Magyar também reduz benefícios parlamentares e prevê economia de cerca de R$ 842 milhões em quatro anos.

FOTO: Reprodução
Resumo
O Parlamento da Hungria aprovou por unanimidade um projeto que reduz em 40% os salários dos deputados e diminui benefícios parlamentares. A proposta foi apresentada pelo primeiro-ministro Péter Magyar como parte de um pacote de contenção de gastos públicos e de reestruturação das contas do governo.
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Notícias do Mundo – Os deputados húngaros aprovaram de forma unânime uma proposta que reduz significativamente os vencimentos e benefícios dos integrantes da Assembleia Nacional. A medida recebeu o apoio dos 189 parlamentares presentes na sessão e passa a valer a partir do próximo mês.
Com a mudança, o salário-base dos deputados será reduzido em aproximadamente 40%, passando para cerca de 1,3 milhão de florins por mês, valor equivalente a aproximadamente R$ 22 mil na cotação atual.
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Governo quer reduzir gastos públicos
A iniciativa integra um pacote de ajuste fiscal apresentado pelo primeiro-ministro Péter Magyar, que assumiu o governo após a saída de Viktor Orbán. Segundo o governo, o objetivo é reduzir despesas administrativas e aumentar a eficiência da máquina pública sem comprometer serviços considerados essenciais para a população.
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Além da redução salarial, o texto prevê cortes em subsídios, honorários, auxílios e recursos destinados aos grupos parlamentares.
Economia pode chegar a R$ 842 milhões
De acordo com estimativas oficiais, as mudanças devem gerar uma economia de aproximadamente 50 bilhões de florins nos próximos quatro anos, o equivalente a cerca de R$ 842 milhões.
Durante a defesa da proposta, Péter Magyar afirmou que o Parlamento precisava dar exemplo em um momento de reorganização das contas públicas e contenção de gastos do Estado.
Medida divide opiniões, mas tem apoio popular
A redução dos salários dos parlamentares foi recebida positivamente por parte da população húngara, especialmente em meio aos debates sobre custo de vida, equilíbrio fiscal e eficiência do setor público.
Embora os novos vencimentos continuem acima da média salarial do país, apoiadores da medida avaliam que a decisão representa um gesto simbólico de compromisso com a redução de privilégios e a responsabilidade fiscal.
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