Nunes Marques arquiva pedido para barrar uso de filme sobre Bolsonaro nas eleições de 2026
A ação havia sido apresentada por um deputado federal do PT de Minas Gerais e por um advogado ligado ao Grupo Prerrogativas.
- Foto: STF
Resumo
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, decidiu extinguir uma representação que buscava impedir o uso do filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro, em eventual campanha eleitoral de 2026. A decisão foi baseada em questões processuais e não analisou o mérito das alegações apresentadas.
Notícias do Brasil – O ministro Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou o arquivamento de uma representação que questionava o possível uso do filme “Dark Horse” como ferramenta de promoção política durante as eleições presidenciais de 2026.
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A ação havia sido apresentada por um deputado federal do PT de Minas Gerais e por um advogado ligado ao Grupo Prerrogativas. Os autores pediam que a Justiça Eleitoral impedisse a utilização da obra em benefício de uma eventual candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República.
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Decisão foi baseada em questão processual
Ao analisar o caso, Nunes Marques não entrou no mérito das alegações relacionadas ao conteúdo do filme ou ao seu potencial impacto eleitoral. O magistrado concluiu que os autores da representação não possuem legitimidade jurídica para propor esse tipo de ação perante a Justiça Eleitoral em matéria relacionada à disputa presidencial, que possui abrangência nacional.
Com esse entendimento, o processo foi encerrado sem análise do pedido principal.
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Autores apontavam possível propaganda antecipada
Na ação, os representantes sustentavam que o filme poderia ser utilizado como instrumento de propaganda eleitoral antecipada.
Segundo a argumentação apresentada, a cinebiografia retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, figura central do campo político conservador, e poderia gerar reflexos positivos para uma eventual candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro. Os autores também alegavam que o lançamento da produção poderia ampliar a visibilidade política do grupo ligado ao ex-presidente em período pré-eleitoral.
A representação mencionava ainda reportagens que apontaram negociações envolvendo recursos para a produção do longa-metragem. Entre os argumentos apresentados estavam referências a supostos aportes financeiros ligados ao empresário Daniel Vorcaro, citado em investigações conduzidas por órgãos de controle e segurança pública. Esses elementos foram utilizados pelos autores para sustentar o pedido de intervenção da Justiça Eleitoral.
Processo não impede novos questionamentos
Como a decisão foi fundamentada exclusivamente na falta de legitimidade dos autores para propor a ação, o mérito da discussão não foi analisado pelo TSE.
Isso significa que o tribunal não se manifestou sobre eventual uso eleitoral do filme, nem sobre a legalidade de sua exibição durante o período que antecede as eleições de 2026. Dessa forma, o tema poderá voltar a ser debatido futuramente caso seja apresentado por partes consideradas legalmente habilitadas a provocar a atuação da Justiça Eleitoral.
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