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Paulo Gonet promete reação contra deepfakes e facções nas eleições de 2026

Procurador-geral da República diz que TSE e PGR estão atentos ao uso de inteligência artificial e à atuação do crime organizado no processo eleitoral.

Por Marcia Jornalist

15/06/2026 às 06:58

Foto: divulgação

Resumo

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que a PGR e o TSE estão preparados para combater o uso de deepfakes e a influência de facções criminosas nas eleições de 2026. Ele também criticou a judicialização excessiva e alertou sobre o avanço do crime organizado.

Noticias do Brasil – O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atuarão de forma rigorosa contra o uso de deepfakes e a interferência de organizações criminosas nas eleições de 2026. As declarações foram feitas durante entrevista em que o chefe do Ministério Público Federal também abordou temas como segurança pública, judicialização e independência institucional.

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Durante a entrevista, Paulo Gonet destacou que a disseminação de conteúdos manipulados por inteligência artificial representa um dos principais desafios para a integridade do processo eleitoral.

Segundo ele, o avanço da tecnologia tornou mais difícil distinguir conteúdos autênticos de materiais fraudulentos produzidos para enganar eleitores, influenciar debates públicos e prejudicar candidatos.

“O TSE está atento a isso e a Procuradoria-Geral também”, afirmou o procurador ao comentar o uso crescente de deepfakes em campanhas políticas.

Crime organizado preocupa autoridades

Outro tema abordado por Gonet foi a atuação de facções criminosas e milícias em regiões onde grupos armados exercem influência territorial.

O procurador alertou para o risco de candidatos serem impedidos de realizar atividades de campanha em áreas dominadas pelo crime organizado.

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Segundo ele, o Estado não pode admitir a existência de territórios controlados por organizações criminosas que atuem paralelamente às instituições oficiais.

Classificação de facções gera debate

Gonet também comentou a recente decisão do governo dos Estados Unidos de classificar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas.

Na avaliação do procurador, a medida pode gerar impactos negativos para a imagem internacional do Brasil, mas também servir como estímulo para uma maior integração entre os órgãos responsáveis pelo combate ao crime organizado.

Ele ressaltou a importância da cooperação institucional para enfrentar grupos criminosos que atuam em diferentes estados e até fora do país.

Crítica à judicialização

Ao falar sobre o cenário político e jurídico brasileiro, Paulo Gonet criticou o aumento da judicialização de conflitos.

LEIA MAIS: TSE adia decisão sobre pesquisa que apontou queda de Flávio Bolsonaro

Segundo ele, temas que antes eram resolvidos em outras esferas passaram a ser levados com frequência ao Judiciário, incluindo disputas políticas, questões de consumo e debates institucionais.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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