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Moraes nega pedido para adiar julgamento de Eduardo Bolsonaro no STF

Primeira Turma analisará denúncia que envolve suposta articulação para pressionar autoridades brasileiras por meio dos Estados Unidos.

Por Natan AMPOST

15/06/2026 às 18:31 - Atualizado em 16/06/2026 às 07:10

Resumo

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, rejeitou o pedido da Defensoria Pública da União para adiar o julgamento da ação penal contra o ex-deputado Eduardo Bolsonaro. O caso envolve acusações relacionadas à articulação de medidas nos Estados Unidos contra autoridades brasileiras e contra as exportações do Brasil.

Notícias do Brasil – O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido de adiamento do julgamento da ação penal que tem como réu o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Com a decisão, o caso permanece na pauta da Primeira Turma da Corte, que deverá analisar a acusação relacionada à suposta atuação do ex-parlamentar junto ao governo dos Estados Unidos para promover medidas contra autoridades brasileiras e contra setores da economia nacional.

A solicitação havia sido apresentada pela Defensoria Pública da União (DPU), responsável pela defesa de Eduardo Bolsonaro no processo. O órgão argumentou que a composição atual da Primeira Turma estaria incompleta e que seria necessária a convocação de outro ministro para participar do julgamento.

Ao rejeitar o pedido, Moraes afirmou que o regimento interno do STF permite o funcionamento regular das turmas com o número atual de integrantes e que não existe qualquer irregularidade na realização da sessão.

Defesa questionou composição da Primeira Turma

O pedido apresentado pela DPU teve como principal fundamento a atual composição da Primeira Turma do Supremo.

Segundo a defesa, a transferência do ministro Luiz Fux para a Segunda Turma reduziu o colegiado para quatro integrantes, situação que, na avaliação do órgão, justificaria a convocação de outro magistrado para completar a formação original.

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A argumentação foi rejeitada por Alexandre de Moraes.

Na decisão, o ministro destacou que as normas internas do STF estabelecem que os colegiados podem funcionar normalmente com quórum mínimo de três ministros.

“Não há, portanto, qualquer violação aos princípios do juiz natural e da colegialidade no julgamento da presente ação penal, em ampla observância aos princípios constitucionais, ao Regimento Interno deste Supremo Tribunal Federal e às normas processuais”, afirmou Moraes.

Com a decisão, o julgamento foi mantido na agenda da Corte.

Caso será analisado pela Primeira Turma

A ação penal será julgada pela Primeira Turma do STF, composta atualmente pelos ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia.

Leia mais: Delação de Vorcaro citava Moraes e contrato milionário com escritório de advogada, diz relatório rejeitado pela PF

O colegiado será responsável por analisar as acusações formuladas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Eduardo Bolsonaro.

O caso ganhou repercussão nacional por envolver alegações de articulação internacional para pressionar instituições brasileiras e influenciar decisões políticas e econômicas.

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Entenda a acusação contra Eduardo Bolsonaro

A denúncia foi aceita pelo Supremo em novembro do ano passado após manifestação da Procuradoria-Geral da República.

Segundo a PGR, Eduardo Bolsonaro teria atuado junto a integrantes do governo dos Estados Unidos para incentivar medidas consideradas prejudiciais ao Brasil.

Entre os fatos investigados estão a suposta tentativa de promover restrições comerciais contra produtos brasileiros por meio de um tarifaço sobre exportações nacionais.

Além disso, a acusação também menciona iniciativas relacionadas à suspensão de vistos de autoridades brasileiras e ministros do próprio Supremo Tribunal Federal.

A investigação sustenta que essas ações teriam o objetivo de pressionar instituições nacionais e influenciar o cenário político brasileiro.

Ex-deputado está nos Estados Unidos

Desde o ano passado, Eduardo Bolsonaro reside nos Estados Unidos.

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Durante esse período, ele deixou de comparecer às sessões da Câmara dos Deputados e acabou perdendo o mandato parlamentar em razão das faltas acumuladas.

Antes da fase final da ação penal, Alexandre de Moraes determinou que o ex-deputado fosse notificado oficialmente para apresentar sua defesa.

No entanto, segundo o processo, ele não foi localizado para a comunicação formal nem constituiu advogado particular para atuar no caso.

Diante da situação, Moraes autorizou que a Defensoria Pública da União assumisse sua representação jurídica.

DPU pede anulação do processo

Nas alegações finais apresentadas ao Supremo, a Defensoria Pública pediu a anulação da ação penal.

Um dos principais argumentos utilizados pelo órgão envolve a participação de Alexandre de Moraes no julgamento.

Segundo a DPU, o ministro não poderia atuar no caso porque seria diretamente afetado por parte dos fatos investigados.

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A defesa sustenta que Moraes estaria entre as autoridades que poderiam ter sido atingidas pelas medidas discutidas durante a apuração, incluindo sanções financeiras relacionadas à chamada Lei Magnitsky e restrições de visto.

Em manifestação enviada ao STF, a Defensoria argumentou:

“Aqui o julgador é, ao mesmo tempo, a principal vítima das condutas que é chamado a julgar.”

O pedido, porém, não foi acolhido até o momento pelo relator.

Julgamento pode definir próximos passos do processo

A análise da ação penal pela Primeira Turma representa uma das etapas mais importantes do processo.

Os ministros deverão avaliar os argumentos apresentados pela acusação e pela defesa antes de decidir sobre a responsabilidade do ex-parlamentar nos fatos investigados.

O caso também é acompanhado de perto por lideranças políticas e especialistas em direito constitucional devido às discussões envolvendo relações internacionais, soberania nacional e atuação de autoridades brasileiras no exterior.

Com a rejeição do pedido de adiamento, o julgamento segue mantido e poderá definir os próximos desdobramentos de uma das ações de maior repercussão envolvendo Eduardo Bolsonaro desde que ele deixou a Câmara dos Deputados.

 

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Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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