Lula diz em conversa vazada no G7 que “nunca foi esquerdista”
Presidente afirmou que sempre teve diálogo com movimentos sindicais europeus e relembrou episódio em que foi chamado de anticomunista nos anos 1980.

Foto: Agêncua Brasil
Resumo
Durante uma conversa com a diretora-geral do FMI, Kristalina Georgieva, e o chanceler alemão Friedrich Merz, na cúpula do G7, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que “nunca foi esquerdista”. O petista disse que sempre manteve boas relações com sindicatos europeus e relembrou que chegou a ser tratado como anticomunista na década de 1980.
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Notícias do Brasil – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira (17), durante uma reunião da cúpula do G7, que nunca se considerou um político de esquerda. A declaração foi feita durante uma conversa com a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, e com o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz.
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Conversa sobre governos de direita e esquerda
No diálogo, Lula comentou sobre a permanência de governos conservadores no poder em diferentes países e avaliou que isso demonstra que o cenário político mundial não é predominantemente de esquerda.
Segundo o presidente, administrações de direita permaneceram por mais tempo no comando de países como Estados Unidos e França, o que, em sua avaliação, mostra que “o mundo não é de esquerda”, mas sim de centro.
“Nunca fui esquerdista”
Durante a conversa, Kristalina Georgieva relembrou que, quando Lula assumiu a Presidência pela primeira vez, em 2003, havia expectativa de que ele adotasse posições mais alinhadas à esquerda.
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Em resposta, o petista afirmou que essa percepção não correspondia à sua trajetória política.
“Mas eu nunca fui esquerdista”, declarou Lula.
O presidente acrescentou que, antes de entrar na política institucional, mantinha relações próximas com movimentos sindicais europeus, especialmente da Alemanha, Itália e Espanha.
Episódio na década de 1980
Lula também recordou um episódio ocorrido nos anos 1980, quando foi convidado para participar de um congresso na então União Soviética.
Segundo ele, optou por não participar do evento porque estava enfrentando problemas judiciais relacionados à Lei de Segurança Nacional. Na ocasião, realizou uma viagem por países europeus em busca de apoio internacional ao movimento sindical brasileiro.
De acordo com o presidente, a decisão levou setores políticos da época a classificá-lo como anticomunista.
“Passei a ser tratado como anticomunista”, afirmou.
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