Ex-sócio do Banco Master ofereceu avião particular a Jaques Wagner, aponta PF
Investigação cita troca de mensagens entre empresário Augusto Lima e o senador; operação foi deflagrada nesta quinta-feira

FOTO: Reprodução
Resumo
A Polícia Federal apontou que o empresário Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master, ofereceu aeronaves particulares ao senador Jaques Wagner (PT-BA). As informações constam em documentos da Operação Compliance Zero, que investiga possíveis irregularidades envolvendo empresários e agentes públicos.
Notícias do Brasil – A Polícia Federal revelou que o empresário Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master, ofereceu uma aeronave particular ao senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula no Senado. As informações constam em decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da Operação Compliance Zero.
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Segundo a investigação, mensagens trocadas entre os dois em outubro de 2023 mostram que Augusto colocou uma aeronave à disposição do parlamentar para uma viagem à chamada Ilha da Paixão, localizada na Região Metropolitana de Salvador, na Bahia.
De acordo com a PF, o empresário chegou a encaminhar ao senador informações sobre o voo, incluindo o prefixo da aeronave e os horários do deslocamento.
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Relação próxima entre empresário e senador
Os investigadores também apontam outros episódios que demonstrariam proximidade entre Augusto Lima e Jaques Wagner. Em um deles, ocorrido em abril de 2024, o senador teria solicitado contato de um piloto para realizar uma viagem ao Rio de Janeiro.
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Após uma conversa telefônica, Augusto teria encaminhado ao parlamentar o contato de um piloto identificado como “Breno Copiloto Banco” e, em seguida, compartilhado o número de Wagner com o profissional.
Para a Polícia Federal, os registros reforçam os indícios de uma relação próxima entre o empresário e o senador.
Operação Compliance Zero
A 9ª fase da Operação Compliance Zero foi deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (18). Entre os alvos das diligências estão o senador Jaques Wagner e o empresário Augusto Lima.
A investigação apura supostas irregularidades envolvendo operações financeiras e possíveis vantagens oferecidas a agentes públicos.
Defesa se manifesta
Por meio de nota, a defesa de Augusto Lima afirmou que as medidas realizadas pela Polícia Federal eram desnecessárias, alegando que o empresário está à disposição das autoridades há seis meses para prestar esclarecimentos.
Os advogados sustentam que os fatos investigados são lícitos e afirmam que Augusto Lima sempre atuou dentro da legalidade, observando as normas do sistema financeiro e da administração pública.
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