Eduardo Bolsonaro mantém plano de disputar vaga de suplente ao Senado após condenação
Ex-deputado afirma que seguirá na chapa de André do Prado; situação eleitoral ainda dependerá de análise da Justiça Eleitoral

FOTO: Reprodução
Resumo
Mesmo após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a quatro anos e dois meses de prisão e ficar inelegível por oito anos, Eduardo Bolsonaro afirmou que pretende manter sua pré-candidatura como primeiro suplente ao Senado na chapa liderada por André do Prado (PL), em São Paulo. Especialistas apontam que a situação ainda deverá passar pela análise da Justiça Eleitoral.
Notícias do Brasil – O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro declarou que continuará como pré-candidato à primeira suplência ao Senado na chapa encabeçada por André do Prado (PL), presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo.
A manifestação ocorreu após a condenação imposta pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou pena de quatro anos e dois meses de prisão em regime semiaberto, pagamento de multa, perda do cargo de escrivão da Polícia Federal e inelegibilidade por oito anos.
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“Pretendo seguir como suplente na chapa encabeçada pelo pré-candidato André do Prado. Acho que ele será o senador mais votado de São Paulo”, afirmou.
A composição da chapa prevê ainda Fernando Fiori de Godoy, ex-prefeito de Holambra, como segundo suplente.
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Registro ainda será analisado
Apesar da condenação, especialistas avaliam que a situação eleitoral de Eduardo Bolsonaro ainda dependerá das etapas previstas na legislação eleitoral.
O advogado e especialista em Direito Eleitoral Arthur Rollo afirmou que a determinação antecipada de anotação da inelegibilidade no cadastro eleitoral não é o procedimento mais comum.
Segundo ele, normalmente a discussão ocorre durante a análise do pedido de registro de candidatura, quando a Justiça Eleitoral avalia eventuais impugnações e decide sobre a elegibilidade do candidato.
Possibilidade de recursos
De acordo com Rollo, a condenação não impede automaticamente que Eduardo Bolsonaro solicite o registro de candidatura.
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Entretanto, diante da anotação de inelegibilidade determinada pelo STF, a tendência é que o pedido enfrente obstáculos nas instâncias eleitorais.
Mesmo assim, a defesa ainda poderá recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), permitindo que a discussão permaneça em análise até uma decisão definitiva.
Condição de suplente entra no debate
Outro ponto destacado pelo especialista é que Eduardo não pretende disputar uma vaga como titular, mas sim como suplente ao Senado.
Como o registro da chapa é realizado de forma conjunta, tanto o candidato principal quanto os suplentes precisam atender aos requisitos legais de elegibilidade.
A legislação também prevê a possibilidade de substituição de suplentes até 20 dias antes da eleição.
Entenda a condenação
A condenação teve origem em denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
Segundo a acusação, Eduardo Bolsonaro teria atuado junto a autoridades dos Estados Unidos para pressionar instituições brasileiras e influenciar decisões relacionadas ao processo envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro.
A Primeira Turma do STF entendeu que houve tentativa de interferência no andamento das investigações, resultando na condenação do ex-deputado.
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