Roberto Cidade defende diálogo com prefeito Renato Júnior para ampliar áreas da ZFM e atrair novas indústrias para Manaus
Governador afirma que expansão territorial é necessária para garantir crescimento do Polo Industrial de Manaus nos próximos anos.
- Foto: Denivaldo Oliveira/Portal AM POST
Resumo
O governador Roberto Cidade (União Brasil) afirmou que está disposto a dialogar com o prefeito de Manaus, Renato Júnior (Avante), para ampliar áreas destinadas à instalação de novas indústrias e à expansão da Zona Franca de Manaus (ZFM). A declaração foi feita durante reunião do Codam e ocorre em meio ao debate sobre a falta de terrenos disponíveis para receber novos projetos industriais na capital amazonense.
Notícias de Manaus – O governador Roberto Cidade declarou nesta quinta-feira (18) que pretende abrir diálogo com o prefeito de Manaus, Renato Júnior, para buscar soluções que permitam ampliar o espaço disponível para a instalação de novas indústrias e criar novas áreas para a expansão da Zona Franca de Manaus. A declaração foi dada durante a reunião do Conselho de Desenvolvimento do Estado do Amazonas (Codam), diante da necessidade de ampliar a oferta de espaços para receber novos investimentos industriais na capital.
Segundo o governador, o crescimento do Polo Industrial de Manaus (PIM) exige planejamento antecipado para garantir a chegada de novos investimentos e fortalecer o principal motor da economia amazonense.
“Estou à disposição de conversar com o prefeito da cidade de Manaus, Renato Júnior, para que a gente possa ampliar os espaços, para ter mais espaço para a gente atrair mais indústrias para o nosso estado”, afirmou Cidade durante entrevista coletiva.
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Por que a expansão da Zona Franca voltou ao debate?
A discussão ocorre em um momento em que a disponibilidade de terrenos para implantação de novas fábricas se tornou um dos principais desafios para o crescimento do Polo Industrial de Manaus.
Nos últimos anos, a ocupação das áreas industriais consolidadas reduziu significativamente a oferta de espaços para novos empreendimentos. Com isso, empresários, investidores e órgãos ligados ao setor produtivo passaram a defender alternativas para garantir a continuidade da expansão econômica da capital.
De acordo com estimativas da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), cerca de 200 novos projetos industriais poderão ser apresentados nos próximos três anos. A viabilidade desses investimentos depende diretamente da existência de áreas aptas para receber novas unidades produtivas.
AM-010 aparece como principal alternativa
Durante a reunião do Codam, Roberto Cidade destacou que uma das possibilidades mais viáveis para a expansão industrial está localizada ao longo da rodovia AM-010, que conecta Manaus ao município de Rio Preto da Eva.
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Segundo o governador, o tema já vem sendo discutido com o vice-governador Serafim Corrêa, e a região apresenta potencial para receber novos empreendimentos industriais no futuro.
A avaliação do governo estadual é que a expansão em direção à AM-010 permitiria ampliar a capacidade de atração de investimentos sem comprometer áreas urbanas já consolidadas da capital.
“Aqui nessa área da cidade de Manaus, não temos mais espaços de terra disponíveis”, afirmou Cidade ao justificar a necessidade de buscar novas áreas para o crescimento industrial.
Divergência entre Prefeitura e Suframa continua
O posicionamento do governador surge em meio a um debate envolvendo a Prefeitura de Manaus e a Suframa sobre a disponibilidade de terrenos para a expansão do Polo Industrial.
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No início deste mês, o prefeito Renato Júnior contestou declarações da autarquia federal que apontavam o município como responsável pela falta de áreas para novas fábricas.
Segundo o prefeito, existem terrenos sob gestão da própria Suframa que poderiam ser utilizados para esse fim.
Entre as áreas citadas por Renato Júnior estão regiões localizadas no Puraquequara, Colônia Antônio Aleixo e no ramal do Brasileirinho, locais que, segundo ele, acabaram sendo ocupados ao longo dos anos.
A prefeitura também argumenta que qualquer ampliação dos limites urbanos precisa passar por estudos técnicos relacionados ao trânsito, mobilidade urbana, infraestrutura e logística.
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O que a expansão pode representar para o Amazonas?
A ampliação de áreas destinadas ao Polo Industrial é considerada estratégica para a economia do Amazonas.
A Zona Franca de Manaus responde por milhares de empregos diretos e indiretos e concentra boa parte da arrecadação estadual. Além disso, o modelo econômico é apontado como um dos principais instrumentos de preservação ambiental da Amazônia, ao oferecer alternativas econômicas sustentáveis à exploração predatória dos recursos naturais.
Especialistas do setor produtivo defendem que a criação de novas áreas industriais pode aumentar a competitividade de Manaus na disputa por investimentos nacionais e internacionais.
A expectativa é que o avanço das conversas entre Governo do Estado, Prefeitura de Manaus, Suframa e setor produtivo contribua para a construção de soluções capazes de atender à demanda crescente por novos empreendimentos.
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