Plataformas passam a exigir autorização judicial para remunerar influenciadores mirins
Novas regras do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente já estão em vigor e atingem redes como YouTube, Instagram, TikTok e Facebook

FOTO: Bruno Peres/Agência Brasi
Resumo
Crianças e adolescentes que produzem conteúdo remunerado para redes sociais agora precisam de autorização judicial para atuar como influenciadores digitais. A medida passou a valer nesta semana e obriga as plataformas a suspenderem conteúdos monetizados que não possuam alvará expedido pela Justiça.
Notícias do Brasil – As plataformas digitais passaram a exigir autorização judicial para monetizar conteúdos produzidos por crianças e adolescentes. A medida está prevista no Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital) e começou a valer nesta semana em todo o país.
PUBLICIDADE
Leia também: Saiba o horário e onde assistir o jogo do Brasil contra Haiti na Copa do Mundo 2026 nesta sexta
Plataformas devem suspender conteúdos irregulares
Pelas novas regras, redes sociais como YouTube, Instagram, Facebook, TikTok, Twitch e Kwai não poderão remunerar ou impulsionar conteúdos que utilizem de forma habitual a imagem ou a rotina de menores de idade sem autorização judicial.
Caso o influenciador mirim não possua alvará válido, o conteúdo deverá ser suspenso imediatamente até que a situação seja regularizada.
Além disso, a legislação proíbe a monetização ou divulgação de conteúdos que exponham crianças e adolescentes a situações consideradas vexatórias, degradantes, erotizadas ou que envolvam publicidade proibida.
PUBLICIDADE
Ministério da Justiça orienta plataformas
Na última semana, o Ministério da Justiça e Segurança Pública encaminhou recomendações às principais plataformas digitais para adequação às novas exigências legais.
Entre as orientações estão a notificação dos perfis sobre a obrigatoriedade do alvará judicial e a criação de mecanismos para verificar quais criadores de conteúdo já possuem autorização para atuar.
Durante o período inicial de adaptação, será aceito temporariamente o comprovante de protocolo do pedido de autorização judicial.
CNJ analisa criação de banco nacional de alvarás
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) deverá analisar nos próximos dias uma proposta para padronizar os alvarás destinados à participação de crianças e adolescentes em atividades digitais remuneradas.
PUBLICIDADE
A proposta prevê a criação do Banco Nacional de Alvarás para Participação de Crianças e Adolescentes no Ambiente Digital (BNAD), que permitirá o controle das autorizações emitidas em todo o país.
O sistema deverá facilitar a fiscalização por parte das autoridades e permitir consultas rápidas pelas plataformas digitais.
Novas regras para concessão de autorização
A proposta apresentada pelo Comitê Consultivo do Ministério da Justiça estabelece critérios mais rigorosos para a emissão dos alvarás.
Entre as exigências estão o consentimento do próprio menor, comprovação de matrícula escolar, compatibilidade da atividade com os estudos e mecanismos de proteção financeira para garantir que os rendimentos sejam destinados ao benefício da criança ou adolescente.
PUBLICIDADE
Os alvarás também passarão a ter prazo de validade limitado: até 12 meses para crianças e até 18 meses para adolescentes.
Fiscalização será ampliada
O novo sistema permitirá que plataformas digitais, órgãos públicos e entidades de controle verifiquem automaticamente se os influenciadores possuem autorização válida para exercer atividades remuneradas.
Mesmo com a concessão do alvará judicial, órgãos como Ministério Público do Trabalho, Justiça do Trabalho e fiscalização trabalhista continuarão responsáveis por investigar possíveis casos de exploração econômica, trabalho infantil irregular ou descumprimento das normas de proteção à infância.
Modalidades de atuação
A regulamentação prevê duas modalidades de autorização para influenciadores mirins:
- Produção de publicidade tradicional adaptada ao ambiente digital;
- Criação de conteúdo para canais e perfis monetizados nas redes sociais.
Segundo o governo federal, as medidas buscam garantir que a participação de crianças e adolescentes na internet ocorra de forma segura, protegida e compatível com o desenvolvimento físico, emocional e educacional dos menores.
Encontrou algum erro? Clique aqui e nos ajude a melhorar a informação
Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
Siga-nos





